Paciente de 62 anos, masculino, é portador de insuficiência cardíaca. Ao realizar sua visita habitual ao médico, relata sentir-se confortável em repouso, porém atividades físicas menores provocam fadiga ou dispneia. Para fins de avaliação quanto ao estado de sua enfermidade, ele pode ser identificado segundo os parâmetros da New York Heart Association (NYHA) com inserido na classe funcional:
- A)0
Incorreta, porque a classe 0 não existe na classificação NYHA.
- B)I
Incorreta, pois a classe I é para paciente sem limitação para atividades físicas habituais.
- C)II
Incorreta, porque a classe II é quando sintomas surgem com atividade física habitual, não com esforços menores.
- D)III
Correta, já que conforto em repouso com fadiga ou dispneia aos pequenos esforços caracteriza classe III.
- E)IV
Incorreta, pois a classe IV é para sintomas mesmo em repouso.
Gabarito: D
A classificação funcional da NYHA serve para medir o impacto da insuficiência cardíaca no dia a dia, olhando principalmente para o quanto o paciente tolera esforço. Ela vai da classe I, sem limitação para atividades habituais, até a classe IV, em que os sintomas aparecem mesmo em repouso. É uma escala clínica simples, mas muito cobrada, porque traduz bem a gravidade funcional do quadro. No enunciado, o paciente diz que se sente confortável em repouso, mas que atividades físicas menores já provocam fadiga ou dispneia. Isso é o retrato clássico de limitação importante aos esforços habituais, o que corresponde à classe funcional III da NYHA. Em outras palavras: parado, ele vai bem; mas basta uma atividade de pouca intensidade para o coração reclamar. Vale guardar o macete: na classe II, os sintomas aparecem com atividade física habitual; na classe III, eles surgem com atividade menor que a habitual. Essa diferença é a chave da questão. Assim, o gabarito D está correto porque descreve exatamente a classe III. A NYHA é uma classificação doutrinária amplamente utilizada na prática clínica e em diretrizes de insuficiência cardíaca, embora não seja uma regra legal. Em prova, a banca costuma cobrar mais a interpretação do texto do que a memorização pura da tabela.