Assinale a opção que indica a avaliação requerida para o diagnóstico da síndrome das pernas inquietas.
- A)Polissonografia do tipo split night.
Errada: a polissonografia não é exame obrigatório para diagnosticar síndrome das pernas inquietas, servindo apenas em casos selecionados ou para investigar outros distúrbios do sono.
- B)História clínica.
Certa: o diagnóstico é clínico, baseado principalmente na história do paciente e nos critérios característicos da síndrome.
- C)Actigrafia.
Errada: a actigrafia pode auxiliar em estudos do sono, mas não é o exame requerido para confirmar esse diagnóstico.
- D)Ferritina sérica.
Errada: a ferritina sérica ajuda na investigação de deficiência de ferro e na condução do caso, mas não define o diagnóstico da síndrome.
- E)Teste de latências múltiplas do sono.
Errada: o teste de latências múltiplas do sono é usado para avaliar sonolência diurna e narcolepsia, não para diagnosticar pernas inquietas.
Gabarito: B
A síndrome das pernas inquietas é um diagnóstico essencialmente clínico. Isso significa que o médico reconhece o quadro pela conversa com o paciente: desconforto nas pernas, piora no repouso, alívio com movimento, predomínio à noite e impacto no sono. Não existe um exame isolado que feche o diagnóstico como se fosse uma prova de múltipla escolha da biologia. Na prática, a história clínica é o coração da avaliação. O diagnóstico depende dos critérios clínicos clássicos, e os exames entram mais para investigar causas associadas ou diagnósticos diferenciais, como deficiência de ferro, doença renal, neuropatia e efeitos de medicamentos. Por isso, ferritina sérica pode ser útil na investigação, mas não é a avaliação requerida para diagnosticar a síndrome. A polissonografia, a actigrafia e o teste de latências múltiplas do sono não são necessários para confirmar o quadro típico. Eles podem aparecer em situações selecionadas, quando há dúvida diagnóstica ou comorbidades do sono, mas não substituem a anamnese bem feita. Em resumo: para diagnosticar síndrome das pernas inquietas, você começa e termina, em regra, na história clínica.