Homem de 31 anos, sem comorbidades, vem ao PS com queixa de dor lombar intensa, de início súbito, após atividade física em academia. A dor limita os movimentos e irradia para o membro inferior direito, com trajeto pela face póstero-lateral da coxa, panturrilha e planta do pé. Ao exame clínico, apresenta teste de Lasègue positivo. Apresenta dificuldade para marcha na ponta dos pés e o reflexo aquileu direito está diminuído. Sem outras alterações. Indique o próximo exame a ser solicitado.
- A)Radiografia de coluna lombossacra.
Radiografia costuma ser pouco útil para hérnia de disco, porque não mostra bem disco, raiz nervosa nem compressão neural.
- B)Tomografia de coluna lombossacra.
A tomografia pode ajudar em alguns cenários, mas é inferior à ressonância para avaliar partes moles e radiculopatia.
- C)Ressonância de coluna lombossacra.
É o melhor exame para visualizar hérnia discal, compressão de raiz nervosa e correlacionar com os déficits neurológicos descritos.
- D)Eletroneuromiografia.
A eletroneuromiografia pode ser útil depois, mas não é o primeiro exame na suspeita clínica aguda com déficit neurológico.
- E)Nenhum exame complementar é necessário.
A ausência de exame seria aceitável apenas em lombalgia simples, sem sinais neurológicos; aqui há radiculopatia clara e déficit focal.
Gabarito: C
O quadro descrito é típico de lombociatalgia por hérnia de disco lombar, com compressão radicular no território de S1. A dor irradia pela face póstero-lateral da coxa, panturrilha e planta do pé, o Lasègue positivo reforça irritação radicular, e a dificuldade para marcha na ponta dos pés, junto com o reflexo aquileu diminuído, aponta para comprometimento de S1. Quando há sinais neurológicos focais, o exame de escolha para confirmar a lesão e localizar o nível acometido é a ressonância magnética da coluna lombossacra.