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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Em um caso de Enterocolite necrosante com ar em veia porta, um recém-nascido está com 14 dias de vida, em ventilação mecânica e com NPT desde o nascimento. Iniciou um quadro de distensão abdominal há 12 horas. - Assinale a opção que apresenta o tratamento indicado para colestase associada à Nutrição Parenteral no caso acima.

Gabarito: E

A colestase associada à nutrição parenteral (NPT) é uma complicação clássica do recém-nascido que fica muitos dias sem dieta enteral, especialmente se for prematuro, grave ou com sepse/enterocolite necrosante. Nessa situação, o fígado “reclama” da ausência de estímulo intestinal e do excesso de oferta parenteral, sobretudo de lipídios e de alguns componentes da NPT. O resultado pode ser aumento de bilirrubina direta e piora da função hepática. O tratamento é, em primeiro lugar, de suporte e prevenção de progressão. Sempre que possível, deve-se retomar nutrição enteral mínima, mas no caso descrito o quadro clínico é de enterocolite necrosante com distensão abdominal recente, então a via enteral está contraindicada naquele momento. Por isso, entre as alternativas, a medida mais adequada é reduzir a oferta de lipídeos da NPT, estratégia usada para diminuir a sobrecarga hepática e ajudar a controlar a colestase. Ácido ursodesoxicólico pode ser usado em algumas situações de colestase, mas não é a medida principal quando o problema é a NPT em curso e o intestino ainda não pode ser alimentado. Fototerapia trata icterícia indireta, não colestase. Probióticos não resolvem esse quadro agudo. Em provas, a lógica é: recém-nascido em NPT prolongada + colestase = pense em diminuir agressividade da NPT, especialmente lipídios, e tentar enteral assim que seguro.

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