Em pacientes portadores de hepatite B crônica, assinale a opção que apresenta os quatro principais parâmetros que devem sem levados em consideração para definir indicação de tratamento.
- A)HBV DNA, AST, histologia e HBeAg.
Errada, porque inclui AST, que não é um dos quatro parâmetros principais clássicos para definir tratamento na hepatite B crônica.
- B)HBV DNA, anti Hbe, histologia e ALT.
Errada, porque anti-HBe não substitui o HBeAg na abordagem clássica e a lista não traz os quatro parâmetros mais cobrados.
- C)HBV DNA, elastografia, ALT e alfa feto proteína.
Errada, porque elastografia e alfa-feto proteína podem ajudar na avaliação, mas não compõem o conjunto clássico principal pedido para indicar tratamento.
- D)Elastografia, histologia, AST, HBeAG.
Errada, porque elastografia e AST não são os quatro parâmetros principais, e a alternativa ainda não reúne o critério clássico completo.
- E)HBV DNA, ALT, histologia e HBeAg.
Certa, pois reúne HBV DNA, ALT, histologia e HBeAg, que são os quatro parâmetros centrais para definir indicação terapêutica na hepatite B crônica.
Gabarito: E
Na hepatite B crônica, a decisão de tratar não depende de um único exame, porque o vírus gosta de confundir e a doença pode estar ativa mesmo com poucos sintomas. Por isso, a avaliação costuma reunir quatro pilares: carga viral do HBV DNA, atividade inflamatória medida pela ALT, situação do HBeAg e o grau de lesão hepática na histologia. Juntos, eles mostram se o vírus está replicando, se o fígado está sofrendo e se já existe dano importante. O HBV DNA ajuda a medir a replicação viral: quanto maior a carga, maior a chance de atividade da doença e de progressão. A ALT indica lesão hepatocelular, funcionando como um alarme de inflamação. O HBeAg entra como marcador de fase replicativa e infectividade, muito útil na estratificação do paciente. A histologia, por sua vez, avalia diretamente o fígado e mostra o grau de necroinflamação e fibrose. Em diretrizes como as da AASLD e da EASL, a indicação de tratamento em hepatite B crônica é baseada justamente na combinação de replicação viral, lesão hepática e estágio de fibrose, com a sorologia do HBeAg ajudando a definir o perfil da infecção. Ou seja: não basta olhar o vírus sozinho, nem só o fígado isoladamente. Por isso, o gabarito é a alternativa E: HBV DNA, ALT, histologia e HBeAg. Ela reúne os quatro parâmetros clássicos cobrados em prova para decidir quando iniciar tratamento na hepatite B crônica.