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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Em pacientes portadores de hepatite B crônica, assinale a opção que apresenta os quatro principais parâmetros que devem sem levados em consideração para definir indicação de tratamento.

Gabarito: E

Na hepatite B crônica, a decisão de tratar não depende de um único exame, porque o vírus gosta de confundir e a doença pode estar ativa mesmo com poucos sintomas. Por isso, a avaliação costuma reunir quatro pilares: carga viral do HBV DNA, atividade inflamatória medida pela ALT, situação do HBeAg e o grau de lesão hepática na histologia. Juntos, eles mostram se o vírus está replicando, se o fígado está sofrendo e se já existe dano importante. O HBV DNA ajuda a medir a replicação viral: quanto maior a carga, maior a chance de atividade da doença e de progressão. A ALT indica lesão hepatocelular, funcionando como um alarme de inflamação. O HBeAg entra como marcador de fase replicativa e infectividade, muito útil na estratificação do paciente. A histologia, por sua vez, avalia diretamente o fígado e mostra o grau de necroinflamação e fibrose. Em diretrizes como as da AASLD e da EASL, a indicação de tratamento em hepatite B crônica é baseada justamente na combinação de replicação viral, lesão hepática e estágio de fibrose, com a sorologia do HBeAg ajudando a definir o perfil da infecção. Ou seja: não basta olhar o vírus sozinho, nem só o fígado isoladamente. Por isso, o gabarito é a alternativa E: HBV DNA, ALT, histologia e HBeAg. Ela reúne os quatro parâmetros clássicos cobrados em prova para decidir quando iniciar tratamento na hepatite B crônica.

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