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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Em relação ao risco cardiovascular pré-operatório, o peptídeo natriurético cerebral (BNP) tem sua utilidade devido à

Gabarito: A

No risco cardiovascular pré-operatório, o BNP entra como um marcador de estresse cardíaco. Quando o coração está sofrendo mais do que deveria, ele libera esse peptídeo, então valores elevados sugerem maior chance de complicações no perioperatório. Em outras palavras: ele não “fecha diagnóstico” de doença coronariana, mas ajuda a enxergar quem está mais vulnerável a eventos cardíacos adversos depois da cirurgia. Isso é muito útil porque a avaliação pré-operatória não depende só de olhar idade, comorbidades e tipo de cirurgia. Às vezes o paciente parece estável, mas o BNP entrega que o miocárdio já está trabalhando sob pressão. Por isso ele tem valor na estratificação de risco, funcionando como um alerta adicional para planejamento anestésico e clínico. É aí que o gabarito A faz sentido: o BNP serve para estratificar pacientes com maior chance de eventos cardíacos adversos, especialmente no cenário perioperatório. Ele ajuda a separar quem está em risco maior e pode precisar de vigilância mais estreita, otimização clínica ou avaliação cardiológica mais cuidadosa. As demais alternativas misturam o BNP com funções que não são dele. BNP não identifica de forma acurada doença arterial coronariana, não seleciona quem deve fazer revascularização prévia e não é marcador de AVC prévio nem de suspensão de bloqueadores do sistema renina-angiotensina. Aqui, a banca quer que você lembre: BNP é marcador de risco, não um detector universal de cardiopatia.

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