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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Uma das mais temíveis complicações agudas da doença falciforme em criança é o sequestro esplênico. Em relação ao manejo emergencial desta complicação, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: E

O sequestro esplênico na doença falciforme infantil é uma emergência clássica: o baço aumenta rapidamente porque muitas hemácias ficam “presas” ali, o volume circulante cai e a criança pode entrar em choque. O quadro costuma vir com palidez, fraqueza, taquicardia, dor abdominal e aumento súbito do baço. Aqui, não é hora de “esperar para ver”, porque o risco é de descompensação hemodinâmica rápida. O manejo inicial é reconhecer o problema, estabilizar a criança e repor sangue. Por isso, a medida correta é transfusão de concentrado de hemácias e, em alguns casos, exsanguíneotransfusão parcial, especialmente quando há comprometimento grave ou necessidade de reduzir a carga de hemácias falcizadas. A lógica é simples: recuperar a perfusão e tirar a criança da zona de perigo antes que o choque avance. Depois da fase aguda, entra a prevenção de novos episódios, que pode incluir educação da família, acompanhamento hematológico e, em casos selecionados, esplenectomia eletiva ou outras estratégias preventivas. Mas isso é conversa para depois do susto passar. Na urgência, o tratamento que salva é o suporte transfusional. Em resumo: sequestro esplênico em criança com doença falciforme é emergência hematológica, e o gabarito está correto porque a conduta imediata é transfusão e/ou exsanguíneotransfusão parcial, conforme a gravidade clínica e a avaliação do quadro.

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