A faixa de Unna é encontrada na
- A)Doença de Darier.
Errada: a doença de Darier tem alterações queratósicas e papulares, mas não é o local clássico da faixa de Unna.
- B)Micose fungoide.
Errada: a micose fungoide é um linfoma cutâneo de células T, sem associação com esse sinal dermatológico.
- C)Doença de Hayle-Hayle.
Errada: a doença de Hailey-Hailey causa vesículas e erosões intertriginosas, e não a faixa de Unna.
- D)Hanseníase virchoviana.
Certa: a faixa de Unna é um achado descrito na hanseníase virchoviana.
- E)Esclerose tuberosa.
Errada: a esclerose tuberosa tem manifestações cutâneas próprias, como angiofibromas e máculas hipocrômicas, mas não a faixa de Unna.
Gabarito: D
A chamada faixa de Unna é um achado clássico da hanseníase virchoviana, que é a forma multibacilar e difusa da doença. Na prática, ela corresponde a uma área de pele relativamente poupada em meio à infiltração cutânea, especialmente em regiões da face, ajudando a compor o aspecto típico dessa forma clínica. A hanseníase virchoviana costuma dar lesões mais disseminadas, simétricas e com infiltração importante, porque o paciente tem pouca resposta imunológica contra o Mycobacterium leprae. Por isso, além das lesões de pele, podem aparecer infiltração facial, madarose, nódulos e outros sinais bem característicos. Quando a banca fala em nome de sinal e quer um achado dermatológico específico, ela gosta de misturar as dermatoses genéticas com as infecciosas para ver se voce sabe reconhecer o “rosto” de cada uma. Aqui, a pista é justamente a associação do sinal com a forma virchoviana da hanseníase. Então, o gabarito D está correto porque a faixa de Unna é descrita na hanseníase virchoviana, e não nas outras dermatoses listadas. É aquele tipo de detalhe de prova que parece enfeite, mas cai com gosto.