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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Uma criança que apresente episódios recorrentes de comprometimento visual bilateral, disartria, ataxia, vertigem, diplopia e comprometimento do nível de consciência, seguido de cefaleia sugestiva de migranea, terá, como principal hipótese diagnóstica

Gabarito: D

Essa questão descreve um quadro bem típico de migrânea com aura de tronco encefálico, antigamente chamada de migrânea basilar. O ponto-chave é a sequência: sintomas neurológicos transitórios como alteração visual bilateral, disartria, ataxia, vertigem, diplopia e até rebaixamento do nível de consciência, e depois vem a cefaleia com cara de enxaqueca. Isso aponta para uma aura que não é só visual simples, mas envolve estruturas do tronco encefálico. Na prática, quando a criança tem episódios recorrentes desses sintomas neurológicos e depois dor de cabeça migranosa, você deve pensar primeiro em migrânea forma basilar. É um subtipo de migrânea com aura, mas com manifestações de tronco encefálico, e a cefaleia pode aparecer após a fase neurológica, como a questão descreve. O erro mais comum é confundir com migrânea com aura comum. Na aura típica, os sintomas costumam ser mais restritos, frequentemente visuais e sensitivos, sem essa coleção de sinais de tronco encefálico. Aqui há vertigem, diplopia, ataxia, disartria e alteração da consciência, o que faz a suspeita subir de nível. A terminologia mais aceita hoje é migrânea com aura do tronco encefálico, mas em prova ainda aparece como migrânea basilar. Então, se você viu sintomas neurológicos bilaterais e compatíveis com tronco encefálico antes da cefaleia, marque a opção que corresponde a esse subtipo. É aquela enxaqueca que chega fazendo barulho, bagunçando visão, fala e equilíbrio antes de doer a cabeça.

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