O protocolo mais recomendado no tratamento radioterápico dos gliomas de alto grau, após ressecção cirúrgica, é o
- A)8000 cGY com 400 cGY de frações diárias.
Errada, porque 8000 cGy com 400 cGy por sessão é dose e fracionamento excessivos para o protocolo padrão pós-operatório.
- B)6000 cGY com 200 cGy de frações diárias.
Certa, pois 6000 cGy em frações de 200 cGy corresponde ao esquema clássico de 60 Gy em 30 sessões para glioma de alto grau.
- C)6000 cGy com 100 cGy de frações diárias.
Errada, porque 100 cGy por fração é muito abaixo do fracionamento terapêutico usual para esses tumores.
- D)4000 cGy com 200 cGy de frações diárias.
Errada, porque 4000 cGy é dose total insuficiente para o tratamento adjuvante padrão dos gliomas de alto grau.
- E)5000 cGy em dose única.
Errada, porque radioterapia em dose única não é o esquema recomendado para gliomas de alto grau após cirurgia.
Gabarito: B
Nos gliomas de alto grau, a radioterapia adjuvante após a ressecção cirúrgica costuma ser feita com dose total em torno de 60 Gy, fracionada em doses diárias de 2 Gy. Isso é o famoso esquema clássico que equilibra controle tumoral e tolerância do tecido cerebral. Em oncologia, fracionar é quase um mantra: menos dose por sessão, mais chance de o cérebro aguentar o tranco. O ponto-chave é que glioma de alto grau, como o glioblastoma, tem comportamento agressivo e alto risco de recidiva local. Por isso, depois da cirurgia, a radioterapia é parte essencial do tratamento, geralmente associada à temozolomida, conforme protocolos consagrados na prática e em diretrizes como as da NCCN e da ESMO. A alternativa B está correta porque descreve 6000 cGy em frações diárias de 200 cGy, isto é, 60 Gy divididos em 30 sessões de 2 Gy. Esse é o esquema mais cobrado e mais recomendado como padrão pós-operatório para gliomas de alto grau. As outras opções fogem do padrão: ou aumentam demais a dose total, ou usam frações muito grandes, ou propõem doses baixas ou esquema de dose única, que não correspondem ao tratamento usual desses tumores.