Indique a mutação mais frequente no Carcinoma Anaplásico de Tireóide.
- A)BRAFV600K
BRAFV600K não é a mutação clássica associada ao carcinoma anaplásico de tireoide, e ainda está escrita de forma incorreta em relação às mutações mais cobradas de BRAF.
- B)RAS
RAS pode aparecer em tumores de tireoide, mas não é a mutação mais frequente no carcinoma anaplásico.
- C)BRAFV600E
BRAFV600E é muito cobrada no carcinoma papilífero de tireoide, não como principal achado do carcinoma anaplásico.
- D)TP53
TP53 é a mutação mais frequente no carcinoma anaplásico de tireoide e reflete a perda de controle do ciclo celular.
- E)SW1-SNF
SW1-SNF sugere complexo de remodelamento de cromatina, mas não é a resposta clássica cobrada como mutação mais frequente nesse tumor.
Gabarito: D
O carcinoma anaplásico de tireoide é um dos tumores mais agressivos da endocrinologia, aquele tipo que chega “correndo” e não costuma dar tempo para conversa longa. Ele costuma surgir em idosos e pode aparecer a partir da desdiferenciação de um câncer diferenciado de tireoide, acumulando mutações ao longo do caminho. Na genética desse tumor, a mutação mais lembrada e mais frequente é a do TP53, um gene supressor tumoral ligado ao controle do ciclo celular e à apoptose. Quando o TP53 falha, a célula perde um dos principais freios contra proliferação desordenada, o que combina bem com a agressividade do carcinoma anaplásico. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Em provas, é comum a banca misturar os perfis moleculares dos cânceres de tireoide: BRAF e RAS aparecem muito mais em carcinomas diferenciados, especialmente papilífero e folicular, enquanto o anaplásico costuma carregar alterações adicionais, sobretudo TP53. Em resumo: se a questão falar em carcinoma anaplásico de tireoide e perguntar a mutação mais frequente, pense em TP53. É a clássica resposta de prova quando o assunto é tumor indiferenciado, muito agressivo e geneticamente instável.