A respeito da vacinação no paciente oncológico, leia o texto a seguir. Não há evidências de que pacientes com câncer e que estejam recebendo tratamento imunossupressor e/ou com a doença oncológica não controlada possam ter efeitos adversos adicionais com a vacinação, exceto para as__________. As três vacinas para Covid-19 disponíveis no Brasil (até agosto de 2021) são consideradas como __________, por isso não apresentam contraindicação formal para a aplicação em pessoas com imunossupressão. Mesmo as __________, como é o caso da Covishield (Oxford/Astrazeneca - Fiocruz), podem ser administradas durante tratamentos imunodepressores. Assinale a opção cujos itens completam, corretamente, as lacunas do texto acima.
- A)vacinas inativadas - vacinas de vetor viral não replicante - vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados.
Errada, porque inativadas não são a exceção perigosa no paciente oncológico, e a Covishield não é vacina de bactéria ou vírus vivos atenuados.
- B)vacinas de vetor viral não replicante - vacinas inativadas - vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados.
Errada, porque inverte a classificação das vacinas da Covid-19 e trata a vacina de vetor viral não replicante como se fosse a exceção contraindicada.
- C)vacinas de vetor viral não replicante - vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados - vacinas inativadas.
Errada, porque troca a ordem das categorias e coloca a vacina viva atenuada no lugar errado da frase.
- D)vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados - vacinas inativadas - vacinas de vetor viral não replicante.
Certa, porque identifica as vacinas vivas atenuadas como a exceção e reconhece a Covishield como vacina de vetor viral não replicante, administrável em imunossuprimidos.
- E)vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados - vacinas de vetor viral não replicante - vacinas inativadas.
Errada, porque atribui a exceção às vacinas vivas atenuadas no trecho inadequado e embaralha a classificação das vacinas contra Covid-19.
Gabarito: D
Em paciente oncológico, a regra prática é simples: vacinas não vivas costumam poder ser usadas, mesmo durante quimioterapia ou imunossupressão, embora a resposta imunológica possa ser menor. O grande cuidado fica com as vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados, porque elas podem causar doença em quem está imunossuprimido. É aquele tipo de vacina que o sistema imune saudável encara sem drama, mas o imunossuprimido pode não conseguir controlar tão bem. No contexto da Covid-19, as vacinas disponíveis no Brasil até agosto de 2021 não eram vacinas vivas atenuadas. Por isso, não havia contraindicação formal para seu uso em pessoas com imunossupressão. A Covishield/AstraZeneca é uma vacina de vetor viral não replicante, ou seja, usa um vetor para entregar o material genético, mas não fica se multiplicando no organismo. O gabarito é a letra D porque o texto pede, primeiro, a exceção clássica nas vacinas em pacientes oncológicos: vacinas de bactéria ou vírus vivos atenuados. Depois, classifica as vacinas da Covid-19 disponíveis no Brasil como vacinas inativadas no sentido de não serem vacinas vivas atenuadas, e por fim destaca que mesmo as de vetor viral não replicante podem ser aplicadas durante tratamento imunodepressor. Na prática de prova, a banca costuma explorar essa ideia central: imunossupressão não proíbe toda vacina, mas acende um alerta forte para as vacinas vivas. Se você lembrar desse corte, já elimina boa parte das alternativas.