O concentrado de fibrinogênio é a forma mais eficiente para elevar os níveis plasmáticos de fibrinogênio. Em relação ao seu uso, é correto afirmar que
- A)a dose é de 30mg/kg, com infusões subsequentes, se necessário.
Correta: a dose inicial de 30 mg/kg com possibilidade de novas infusões é a conduta usual para reposição de fibrinogênio.
- B)há risco de transmissão viral, como no uso do crioprecipitado.
Errada: o concentrado de fibrinogênio tem perfil de segurança melhor que o crioprecipitado e não carrega o mesmo risco clássico de transmissão viral.
- C)não há possibilidade de reação de hipersensibilidade ou de complicações trombo-embólicas.
Errada: como qualquer hemoderivado, pode haver hipersensibilidade e também risco tromboembólico em situações selecionadas.
- D)deve ser usado profilaticamente em cirurgias com tempo de CEC prolongado.
Errada: não há indicação de uso profilático rotineiro apenas por tempo prolongado de CEC; a reposição deve ser guiada por necessidade e exames.
- E)em cenários de sangramento em cirurgia cardíaca, deve ser usado com níveis de fibrinogênio inferiores a 4,5g/L.
Errada: o ponto de corte citado não é o parâmetro clássico para indicar reposição em sangramento de cirurgia cardíaca, e a decisão costuma ser guiada por níveis mais baixos e pelo quadro clínico.
Gabarito: A
O concentrado de fibrinogênio é um hemoderivado usado para corrigir hipofibrinogenemia de forma mais rápida e previsível do que o crioprecipitado. Ele costuma ser escolhido quando o problema é sangramento com fibrinogênio baixo, especialmente em contexto cirúrgico ou de hemorragia importante, porque entrega uma dose padronizada e facilita o ajuste fino da reposição. Em geral, a dose inicial recomendada gira em torno de 30 mg/kg, com possibilidade de novas infusões conforme o controle laboratorial e a resposta clínica. A ideia da questão é justamente essa: o produto é eficiente para elevar o fibrinogênio plasmático, mas a conduta não é automática nem “tudo ou nada”. Você repõe, reavalia e decide se precisa complementar. Isso é bem cobrado em prova porque a banca gosta de testar se você sabe que hemoderivados modernos não são administrados no escuro, e sim guiados por cenário clínico e exames, como fibrinogênio e testes de coagulação. O gabarito A está correto porque traz a posologia compatível com a prática recomendada: 30 mg/kg, com infusões subsequentes se necessário. As demais alternativas exageram benefícios ou criam falsas regras, como ausência total de risco, profilaxia indiscriminada ou limiares laboratoriais mal colocados. Em prova, pense assim: fibrinogênio concentrado ajuda muito, mas não é mágico, nem isento de efeitos adversos.