São hemorragias que, sendo encontradas no exame do crânio e do encéfalo, sugerem doenças em vez de trauma:
- A)periósticas;
Periósticas não são o padrão que sugere doença intracraniana; o foco da questão é o local do sangramento no encéfalo.
- B)epidurais;
Hemorragia epidural é tipicamente traumática, muito associada a fratura craniana e ruptura da artéria meníngea média.
- C)subdurais;
Hemorragia subdural também é mais ligada a trauma, especialmente por ruptura de veias de ponte.
- D)corticais;
Hemorragia cortical pode ocorrer em diferentes contextos, mas não é a melhor resposta clássica para sugerir doença em vez de trauma.
- E)parenquimatosas.
Hemorragia parenquimatosa é a que mais sugere causa clínica/natural, como hipertensão ou malformação vascular, em vez de trauma.
Gabarito: E
Quando se fala em hemorragias encontradas no exame do crânio e do encéfalo, a dica da questão é pensar em onde o sangue está localizado e o que isso costuma significar. Hemorragias traumáticas clássicas aparecem em espaços como o epidural e o subdural, geralmente ligadas a impacto, fratura e ruptura vascular. Já algumas hemorragias dentro do próprio tecido cerebral chamam mais atenção para doença de base do que para agressão externa. É aí que entra a hemorragia parenquimatosa. Ela ocorre no interior do tecido do encéfalo, isto é, no parênquima cerebral. Esse padrão é muito associado a causas clínicas, como hipertensão arterial, malformações vasculares, angiopatia amiloide, tumores e distúrbios de coagulação. Por isso, ao encontrar esse tipo de sangramento na autópsia ou no exame anatomopatológico, a suspeita tende a ir mais para doença do que para trauma. Em prova, a banca costuma brincar com a anatomia dos compartimentos intracranianos: epidural e subdural lembram mais trauma, enquanto o sangramento intraparenquimatoso aponta para causa natural. Não é uma regra absoluta em medicina real, mas em termos periciais e de concurso essa é a leitura esperada. Assim, o gabarito é a alternativa E, porque hemorragias parenquimatosas, quando vistas no crânio e no encéfalo, sugerem mais doenças do que lesão traumática. Essa associação é clássica na medicina legal e na neuropatologia.