Sobre as estenoses malignas das vias biliares analise as afirmativas a seguir. - I. O adenocarcinoma pancreático é a causa mais frequente de estenose biliar maligna distal. II. Nos casos em que não se tem acesso à papila de Vater, a drenagem guiada por ecoendoscopia é a alternativa mais segura e menos invasiva que a drenagem percutânea trans hepática. III. A ablação por radiofrequência tem mostrado resultados promissores no tratamento curativo das estenoses hilares malignas. - Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
A alternativa limita a resposta à afirmativa I, que descreve corretamente a principal causa de estenose biliar maligna distal: o adenocarcinoma de pâncreas, sobretudo quando localizado na cabeça do pâncreas. O problema é que a afirmativa II também se sustenta, pois a drenagem guiada por ecoendoscopia é uma opção consagrada quando a papila de Vater não pode ser acessada. Assim, a opção fica incompleta por deixar de fora outra proposição verdadeira.
- B)I e II, apenas.
A alternativa reúne as afirmativas I e II. Isso corresponde ao quadro clássico da obstrução biliar maligna distal pelo adenocarcinoma pancreático e à preferência pela drenagem ecoendoscópica quando a papila não é acessível, por ser uma via interna, sem dreno externo, e com menor morbidade que a drenagem percutânea em centros experientes. Como a afirmativa III exagera ao atribuir caráter curativo à radiofrequência, esta é a combinação que efetivamente se sustenta.
- C)I e III, apenas.
A alternativa associa a afirmativa I, que está correta, com a III, que erra ao tratar a ablação por radiofrequência como tratamento curativo das estenoses hilares malignas. Na prática, a radiofrequência endobiliar tem uso sobretudo paliativo ou adjuvante, buscando melhorar a drenagem e a patência do stent, sem substituir a ressecção como abordagem curativa. Por isso, a presença da III invalida essa combinação.
- D)II e III, apenas.
A alternativa combina a afirmativa II, que está correta ao indicar a drenagem guiada por ecoendoscopia quando não se consegue acessar a papila, com a III, que não procede. A radiofrequência pode ser promissora como ferramenta paliativa em neoplasias biliares, mas não é reconhecida como tratamento curativo das estenoses hilares malignas. O erro está justamente em transformar uma técnica adjuvante em terapia curativa.
- E)I, II e III.
A alternativa inclui as três afirmativas, mas a III não se sustenta. As duas primeiras refletem conceitos aceitos: o adenocarcinoma pancreático é a causa mais comum de obstrução biliar maligna distal, e a drenagem ecoendoscópica é uma alternativa valiosa quando a via papilar não é possível. Já a radiofrequência, embora possa ajudar no manejo paliativo, não tem caráter curativo nas estenoses hilares malignas.
Gabarito: B
Nas estenoses malignas das vias biliares, a primeira ideia é pensar no local da obstrução e na causa mais provável. Quando a estenose é distal, o grande vilão costuma ser o adenocarcinoma de pâncreas, que comprime ou invade o colédoco na sua porção final. Por isso, a afirmativa I está correta. Quando não se consegue acessar a papila de Vater pela via endoscópica convencional, a drenagem guiada por ecoendoscopia ganhou espaço porque permite drenar a via biliar por dentro, com boa taxa de sucesso e menor agressividade do que a drenagem percutânea transhepática em muitos cenários. Então a afirmativa II também está correta. Já a radiofrequência pode até ser usada como método paliativo e adjuvante em alguns casos, mas não é tratamento curativo das estenoses hilares malignas. O objetivo ali costuma ser desobstruir e melhorar drenagem/colangite, não curar a doença. Assim, a afirmativa III está errada. Resumo da questão: I e II verdadeiras, III falsa. Por isso, o gabarito é a letra B.