Paciente do sexo feminino, de 57 anos de idade, portadora de hipertensão e hipercolesterolemia, com queixa de dor precordial é submetida a teste ergométrico em esteira rolante pelo protocolo de Bruce. O teste teve duração de 6 minutos, tendo sido interrompido por exaustão, tendo a paciente atingido 153 batimentos por minuto e apresentado infradesnível máximo de 2,0 mm em MC5 que persistiu até 2º minuto da recuperação. Referiu a mesma dor anginosa durante o exercício, porém esta não motivou o término da fase de esforço. A frequência cardíaca registrada no 1º minuto da recuperação foi de 139 batimentos por minuto. O escore de Duke para o supracitado exame e o respectivo risco prognóstico foram de:
- A)5 e risco elevado.
Errada: 5 corresponderia a baixo risco, não a risco elevado, e o cálculo da questão não chega a esse valor.
- B)- 8 e risco moderado.
Certa: o escore é -8 pela fórmula de Duke, e esse valor cai na faixa de risco moderado.
- C)5 e risco moderado.
Errada: o escore não é 5, embora essa pontuação até represente baixo risco, não moderado.
- D)-8 e risco elevado.
Errada: -8 até é o valor calculado, mas ele não significa risco elevado e sim risco moderado.
- E)Não é possível calcular o escore com os dados fornecidos.
Errada: é possível calcular sim, porque os dados fornecidos bastam para aplicar a fórmula do escore de Duke.
Gabarito: B
O escore de Duke é um jeito clássico de resumir o teste ergométrico em uma conta simples: tempo de exercício, desnível do ST e presença de angina. A fórmula mais cobrada é: tempo em minutos no protocolo de Bruce - 5 vezes o maior infradesnível do ST em mm - 4 vezes o índice de angina. Esse índice vale 0 se não houve dor, 1 se a dor apareceu mas não fez a paciente parar, e 2 se a dor obrigou interromper o esforço. Nesta questão, a paciente fez 6 minutos, teve infradesnível de 2,0 mm e sentiu dor anginosa durante o exercício, mas sem parar o teste por isso. Então o cálculo fica: 6 - 5(2) - 4(1) = 6 - 10 - 4 = -8. Fácil de errar se você esquecer de transformar a angina em número, porque aí a conta desanda rapidinho. Quanto ao risco prognóstico, a interpretação do Duke costuma ser: baixo risco quando o escore é maior ou igual a 5, risco moderado entre -10 e 4, e alto risco quando é menor ou igual a -11. Como o resultado foi -8, trata-se de risco moderado. Por isso o gabarito B está correto: escore de Duke igual a -8, com risco prognóstico moderado. A banca adora essa combinação de cálculo + faixa de risco, então vale decorar a fórmula e os cortes.