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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Paciente do sexo feminino, de 57 anos de idade, portadora de hipertensão e hipercolesterolemia, com queixa de dor precordial é submetida a teste ergométrico em esteira rolante pelo protocolo de Bruce. O teste teve duração de 6 minutos, tendo sido interrompido por exaustão, tendo a paciente atingido 153 batimentos por minuto e apresentado infradesnível máximo de 2,0 mm em MC5 que persistiu até 2º minuto da recuperação. Referiu a mesma dor anginosa durante o exercício, porém esta não motivou o término da fase de esforço. A frequência cardíaca registrada no 1º minuto da recuperação foi de 139 batimentos por minuto. O escore de Duke para o supracitado exame e o respectivo risco prognóstico foram de:

Gabarito: B

O escore de Duke é um jeito clássico de resumir o teste ergométrico em uma conta simples: tempo de exercício, desnível do ST e presença de angina. A fórmula mais cobrada é: tempo em minutos no protocolo de Bruce - 5 vezes o maior infradesnível do ST em mm - 4 vezes o índice de angina. Esse índice vale 0 se não houve dor, 1 se a dor apareceu mas não fez a paciente parar, e 2 se a dor obrigou interromper o esforço. Nesta questão, a paciente fez 6 minutos, teve infradesnível de 2,0 mm e sentiu dor anginosa durante o exercício, mas sem parar o teste por isso. Então o cálculo fica: 6 - 5(2) - 4(1) = 6 - 10 - 4 = -8. Fácil de errar se você esquecer de transformar a angina em número, porque aí a conta desanda rapidinho. Quanto ao risco prognóstico, a interpretação do Duke costuma ser: baixo risco quando o escore é maior ou igual a 5, risco moderado entre -10 e 4, e alto risco quando é menor ou igual a -11. Como o resultado foi -8, trata-se de risco moderado. Por isso o gabarito B está correto: escore de Duke igual a -8, com risco prognóstico moderado. A banca adora essa combinação de cálculo + faixa de risco, então vale decorar a fórmula e os cortes.

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