Nas mulheres portadoras de enxaqueca com aura, a condição que pode estar associada a complicações graves e ameaçadoras da vida é:
- A)esteroides;
Esteroides não são a associação clássica de complicações graves em mulheres com enxaqueca com aura.
- B)atividade física;
Atividade física não é o fator de risco apontado pela questão e, em geral, não tem essa associação direta com eventos ameaçadores à vida.
- C)anticoncepcionais orais;
Anticoncepcionais orais, especialmente os combinados com estrogênio, aumentam o risco de trombose e AVC em mulheres com enxaqueca com aura.
- D)betabloqueadores;
Betabloqueadores são usados como profilaxia da enxaqueca, sem essa associação de risco grave descrita no enunciado.
- E)anti-inflamatórios não esteroides.
Anti-inflamatórios não esteroides podem ser usados para crise de dor, mas não são o fator de risco grave perguntado.
Gabarito: C
A enxaqueca com aura merece atenção especial porque não é só uma dor de cabeça chata que vem e vai. Nessa forma de enxaqueca, há sintomas neurológicos transitórios, como alterações visuais, e isso já muda o jogo quando falamos de risco vascular, especialmente em mulheres. O ponto importante da questão é que o uso de anticoncepcionais orais combinados, principalmente os que contêm estrogênio, pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos e AVC em mulheres com enxaqueca com aura. Ou seja, é uma combinação que pode sair bem caro para a paciente, com complicações potencialmente graves e até ameaçadoras da vida. Por isso, em provas, a banca gosta de cobrar essa associação clássica: enxaqueca com aura + anticoncepcional oral combinado = maior risco de complicações vasculares. Na prática, esse grupo exige avaliação cuidadosa e, em geral, prefere-se evitar contraceptivos com estrogênio, optando por alternativas mais seguras. Então o gabarito é a letra C. As demais opções podem até ser usadas em contexto de tratamento de enxaqueca ou não têm essa associação perigosa específica com eventos graves como o uso de anticoncepcionais orais em mulheres com aura.