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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

A chave para o tratamento bem sucedido da hipertensão arterial grave é diferenciar entre emergências e urgências hipertensivas. O conceito de emergência hipertensiva implica a seguinte condição:

Gabarito: D

Na prova, o ponto central é separar hipertensão grave em duas situações bem diferentes: urgência e emergência hipertensiva. Nem toda pressão muito alta exige a mesma velocidade de ação. Às vezes o paciente tem números assustadores, mas sem lesão aguda de órgão-alvo, o que muda completamente a conduta. No conceito médico consagrado, a emergência hipertensiva é a elevação aguda da pressão arterial acompanhada de lesão de órgão-alvo em curso, com risco de vida e necessidade de redução imediata e controlada da pressão, geralmente com medicamentos intravenosos e monitorização. Isso é exatamente o que a alternativa D descreve. O foco não é apenas a cifra da pressão, mas o dano agudo ao coração, cérebro, rins, retina ou aorta. Exemplos clássicos incluem AVC, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, encefalopatia hipertensiva e insuficiência renal aguda. A ideia é simples: pressão alta com alvo sofrendo agora, a situação é emergência. Já na urgência hipertensiva, a pressão também está muito elevada, mas sem lesão aguda de órgão-alvo. Nessa situação, não se faz queda brusca e apressada da pressão, porque isso pode até piorar a perfusão dos órgãos. Portanto, o segredo da questão é lembrar que o nome “emergência” não depende só do valor da pressão, e sim da presença de dano agudo e risco vital. Essa é a linha clássica adotada em diretrizes cardiológicas e de hipertensão arterial.

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