Em relação à validade de resultados em estudos de coortes, analise as afirmativas a seguir. I. A mensuração de desfechos entre o grupo de expostos e não expostos deve ser semelhante. II. Os fatores prognósticos, fora a variável de interesse, devem ser ajustados entre os grupos. III. Para aplicar os resultados do estudo na prática clínica, os pacientes devem ser semelhantes à população estudada Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
Errada, porque a afirmativa I está correta, mas ela não é a única verdadeira.
- B)I e II, somente.
Errada, porque as afirmativas I e II estão corretas e faltou considerar a III.
- C)I e III, somente.
Errada, porque as afirmativas I e III estão corretas, mas a II também está.
- D)II e III, somente.
Errada, porque as afirmativas II e III estão corretas, mas a I também está.
- E)I, II e III.
Certa, porque as três afirmativas descrevem pontos corretos de validade em estudos de coorte.
Gabarito: E
Em estudos de coorte, a validade depende de duas grandes perguntas: os grupos foram comparáveis durante o seguimento e os resultados podem ser levados para a prática? Aqui, a banca misturou validade interna e externa, e isso é bem comum em Epidemiologia. A afirmativa I está correta porque a mensuração dos desfechos precisa ser feita de forma semelhante nos grupos expostos e não expostos. Se você mede de um jeito em um grupo e de outro jeito no outro, a comparação fica torta, como balança descalibrada. A afirmativa II também está correta: fatores prognósticos que não são a exposição de interesse devem ser controlados entre os grupos, seja por randomização, pareamento, restrição ou ajuste estatístico. Isso reduz confundimento e melhora a validade dos achados. A afirmativa III igualmente está correta, porque a aplicação prática dos resultados depende de validade externa. Em outras palavras, para usar o estudo na sua realidade clínica, seus pacientes precisam ser parecidos com a população estudada, ou pelo menos com o grupo para o qual os resultados fazem sentido. Por isso, o gabarito é E.