← Questões de Medicina

Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Na fase aguda da estabilização neurológica do TCE grave, na ausência de sinais clínicos de herniação cerebral, devemos evitar a todo custo, I. a hiperventilação. II. a hipotensão. III. a hipóxia. Assinale a opção que indica os itens que devem ser evitados.

Gabarito: E

No TCE grave, a fase aguda pede uma regra de ouro: manter oxigenação e perfusão cerebral adequadas. O cérebro traumatizado sofre muito com qualquer queda de oferta de oxigênio ou de fluxo sanguíneo, então hipóxia e hipotensão são inimigas clássicas do prognóstico. Isso é bem alinhado com as recomendações usuais do manejo inicial do trauma cranioencefálico, como as diretrizes do Brain Trauma Foundation e protocolos de atendimento ao politraumatizado. A hiperventilação, por sua vez, deve ser evitada de rotina na ausência de sinais de herniação. Ela reduz o CO2 e causa vasoconstrição cerebral, o que diminui o fluxo sanguíneo cerebral e pode piorar a isquemia. Ou seja: parece uma manobra inocente, mas pode “apertar” demais a circulação do cérebro. A hipotensão também precisa ser evitada a todo custo, porque reduz a pressão de perfusão cerebral. Em TCE grave, uma pressão baixa pode transformar uma lesão potencialmente controlável em dano secundário maior, com pior desfecho neurológico. E a hipóxia fecha o trio problemático, porque priva o tecido cerebral do oxigênio que ele mais precisa naquela hora. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Na estabilização neurológica aguda do TCE grave, sem herniação, devem ser evitados hiperventilação, hipotensão e hipóxia, pois todos aumentam o risco de lesão cerebral secundária.

Continue treinando

Questões relacionadas