O monitoramento cerebral precoce usando o NIRS (near-infrared spectroscopy) pode detectar períodos de baixa oxigenação cerebral e autorregulação cerebral alterada. - Em relação ao uso do NIRS em neonatologia, é correto afirmar que
- A)o NIRS não deve ser usado no período neonatal porque não faz leitura de saturação de hemoglobina fetal.
Errada, porque o NIRS é utilizado no período neonatal e não depende de leitura de saturação de hemoglobina fetal para ser útil.
- B)as leituras altas no NIRS (acima de 85) são desejáveis já que não apresentam relação com hiperoxia.
Errada, porque valores altos não são automaticamente desejáveis e podem não refletir segurança fisiológica, já que o contexto de oxigenação importa.
- C)A leitura adequada da autoregulação cerebral exige que sejam colocados, no mínimo, 4 eletrodos para resultados confiáveis.
Errada, porque a leitura de autorregulação cerebral por NIRS não exige, no mínimo, 4 eletrodos; isso mistura o método com técnicas de monitorização elétrica.
- D)para a leitura da saturação cerebral é necessário que seja colocado pelo menos um eletrodo no abdome, para que seja medido o potencial de variabilidade de onda delta.
Errada, porque a saturação cerebral pelo NIRS é medida na região de interesse, e não exige eletrodo abdominal nem medição de potencial de onda delta.
- E)as medições contínuas da saturação de oxigênio de tecido cerebral através do NIRS, fornece informações sobre o equilíbrio entre o fornecimento e o consumo de oxigênio.
Certa, porque o NIRS avalia continuamente a saturação de oxigênio do tecido cerebral e mostra o equilíbrio entre oferta e consumo de oxigênio.
Gabarito: E
O NIRS (near-infrared spectroscopy) é um método de monitoramento contínuo que ajuda a estimar a oxigenação tecidual, especialmente a cerebral, no leito do recém-nascido. A graça dele é justamente mostrar, em tempo real, se o tecido está recebendo oxigênio na medida certa e se esse aporte está acompanhando o consumo. Em outras palavras, ele funciona como uma janela para o equilíbrio entre oferta e utilização de oxigênio, o que é muito útil na neonatologia, onde pequenas mudanças hemodinâmicas podem ter grande impacto. Por isso, o gabarito é a alternativa E. A frase descreve exatamente a utilidade clínica do NIRS: medir continuamente a saturação de oxigênio do tecido cerebral e fornecer informações sobre a relação entre fornecimento e consumo de oxigênio. Esse é o ponto central do método, que pode sinalizar hipóxia, baixa perfusão ou alteração da autorregulação cerebral antes de aparecerem sinais clínicos mais evidentes. As demais alternativas tentam confundir você com ideias que não pertencem ao método. O NIRS não depende de leitura de hemoglobina fetal, não exige eletrodos múltiplos como um exame eletroencefalográfico e não precisa de sensor abdominal para leitura cerebral. Também não faz sentido dizer que leituras altas, acima de 85, sejam automaticamente desejáveis, porque o contexto fisiológico importa e hiperoxia não é algo para comemorar em recém-nascido. Então, quando a banca fala em monitoramento da oxigenação cerebral e do equilíbrio oferta-consumo, ela está apontando para a função clássica do NIRS.