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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Paciente de 70 anos, coronariopata, histórico de revascularização miocárdica há 2 anos, em uso de ácido acetil salicílico (AAS), necessita realizar broncoscopia para diagnóstico de massa pulmonar. Sobre a orientação em relação ao uso de antiagregantes plaquetários para procedimentos broncoscópicos, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: C

Na broncoscopia, a primeira pergunta prática é: o procedimento vai ter biópsia ou é algo de baixo risco, como lavado broncoalveolar? Isso muda bastante a conversa sobre sangramento. Em geral, o ácido acetilsalicílico (AAS) pode ser mantido, porque não costuma aumentar de forma relevante o risco de sangramento em broncoscopias diagnósticas rotineiras. Já o clopidogrel é outra história: ele tem efeito antiplaquetário mais forte para esse cenário e, quando há biópsia endobrônquica ou transbrônquica, costuma ser suspenso com antecedência, normalmente por cerca de 5 a 7 dias, por aumento de sangramento. A dupla antiagregação também eleva mais o risco hemorrágico, então não é algo para ignorar. O lavado broncoalveolar, por sua vez, é considerado procedimento de baixo risco de sangramento. Ou seja, não é ele o vilão da história, apesar de o nome parecer bem dramático. O grande cuidado mesmo é com procedimentos mais invasivos, especialmente se houver biópsia. Por isso, o gabarito correto é a alternativa C: o AAS não precisa ser interrompido antes de procedimentos broncoscópicos de baixo risco. Esse é o entendimento adotado em recomendações pneumológicas e de perioperatório: manter AAS costuma ser seguro, enquanto a suspensão fica reservada para situações com maior risco de sangramento e sempre ponderando o risco trombótico do paciente.

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