Sobre a profilaxia antimicrobiana em cirurgia, assinale a afirmativa correta.
- A)O uso de antibióticos no pré-operatório deve ser para todas as cirurgias.
Errada, porque antibiótico pré-operatório não é indicado para todas as cirurgias, apenas para situações com benefício comprovado.
- B)Para ser considerado profilático o uso de antibiótico deve ser em dose única no pré-operatório.
Errada, porque profilaxia não precisa ser obrigatoriamente dose única em todos os casos e pode exigir redose conforme o tempo cirúrgico.
- C)Na sala de cirurgia deve-se utilizar raios ultravioletas na prevenção da infecção do sítio cirúrgico.
Errada, pois raios ultravioletas não são medida padrão de profilaxia antimicrobiana para prevenir infecção do sítio cirúrgico.
- D)A utilização de antibióticos profiláticos em cirurgia gastrointestinal busca a diminuição significativa da ocorrência de fístulas digestivas.
Errada, porque a profilaxia em cirurgia gastrointestinal visa reduzir infecção, não diminuir significativamente fístulas digestivas.
- E)Os antibióticos utilizados devem estar de acordo com o perfil de eficácia dos patógenos que mais comumente causam infecção do sítio cirúrgico.
Certa, porque o antibiótico profilático deve cobrir os patógenos mais comuns relacionados à infecção do sítio cirúrgico.
Gabarito: E
A profilaxia antimicrobiana em cirurgia existe para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico, especialmente quando o procedimento tem maior chance de contaminação ou quando a infecção traria grande prejuízo ao paciente. A lógica não é "dar antibiótico para todo mundo", e sim escolher bem o caso, a droga certa, no momento certo e pelo tempo certo. Antibiótico profilático não é muleta para técnica cirúrgica ruim, nem licença para manter medicação por vários dias sem necessidade. O ponto central é que a escolha do antibiótico deve cobrir os microrganismos mais prováveis daquele tipo de cirurgia e do sítio operado. Em cirurgia de pele, por exemplo, o alvo muda; em cirurgia gastrointestinal, a flora esperada inclui outros patógenos. Por isso, a profilaxia precisa estar alinhada ao perfil de eficácia contra os agentes mais comuns do sítio cirúrgico, que é exatamente a ideia cobrada na alternativa correta. Outro detalhe importante: profilaxia não significa necessariamente dose única sempre. Em muitas cirurgias, ela é feita antes da incisão e pode haver redose intraoperatória se o procedimento for longo ou houver grande perda sanguínea. Também não se usa antibiótico para toda cirurgia, porque isso aumenta custo, efeitos adversos e resistência bacteriana sem benefício real em vários casos. E mais: raios ultravioletas na sala operatória não fazem parte da profilaxia antimicrobiana rotineira, e antibiótico em cirurgia gastrointestinal não tem como objetivo principal evitar fístula digestiva, mas sim reduzir infecção. Em resumo, a alternativa correta é a que descreve a escolha do antibiótico segundo os patógenos mais prováveis da infecção do sítio cirúrgico.