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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Dentre os medicamentos a seguir, assinale o que não está associado à hiperprolactinemia.

Gabarito: C

Hiperprolactinemia medicamentosa costuma cair em duas categorias: os remédios que bloqueiam a dopamina, que é o freio natural da prolactina, e alguns que interferem nesse controle central. Quando a dopamina é bloqueada, a hipófise fica mais solta para produzir prolactina, e aí surgem galactorreia, amenorreia, infertilidade e, às vezes, queda da libido. A banca adora essas listas clássicas porque elas são muito cobradas na prática e em prova têm cheiro de pegadinha. Entre os campeões estão metoclopramida e antipsicóticos como a risperidona, ambos bem conhecidos por elevar prolactina. Verapamil e metildopa também podem aparecer nesse grupo de associação, embora com mecanismo diferente do bloqueio direto de receptor dopaminérgico. Ou seja: se o remédio mexe com a via da dopamina ou com a regulação central da prolactina, acende a luz amarela. A hidrocortisona, por outro lado, é um glicocorticoide e não é medicamento clássico associado à hiperprolactinemia. Ela não costuma elevar prolactina de forma direta e, por isso, é a exceção correta da questão. Em prova, quando aparecer um corticoide no meio de fármacos “prolactina friendly”, desconfie: normalmente ele está ali para testar se você sabe separar classe farmacológica de mecanismo hormonal. Resumo de prova: metoclopramida e risperidona sobem prolactina com facilidade; verapamil e metildopa também podem ser associados; hidrocortisona não entra nessa lista clássica. É uma questão bem alinhada com o raciocínio farmacológico cobrado pela FGV, mais do que com decoreba pura.

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