Assinale a opção que apresenta a situação em que está indicado o uso da imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB).
- A)Vítimas de acidentes percutâneos com material biológico positivo para hepatite B, mesmo que tenham resposta imunológica adequada à vacina de hepatite B.
Errada, porque quem já tem resposta imunológica adequada à vacina contra hepatite B não costuma precisar de IGHAHB após acidente percutâneo.
- B)Vítimas de acidentes percutâneos com material biológico de paciente-fonte com sorologia desconhecida para hepatite B.
Errada, porque sorologia desconhecida do paciente-fonte não é indicação clássica de IGHAHB; a conduta depende do status vacinal da vítima e da avaliação do risco.
- C)Neonatos de mães com hepatite B, independentemente do resultado do AgHBs.
Errada, porque não é “qualquer neonato de mãe com hepatite” que indica IGHAHB, e sim o recém-nascido de mãe HBsAg positiva.
- D)Neonatos de mães com hepatite que sejam AgHBs positivas.
Certa, porque o recém-nascido de mãe HBsAg positiva deve receber IGHAHB ao nascer, idealmente junto com a vacina contra hepatite B.
- E)Prematuros com peso de nascimento < 2000g de mães não vacinadas para hepatite B.
Errada, porque prematuro com baixo peso e mãe não vacinada não é, por si só, a indicação cobrada para IGHAHB; a decisão depende de outros critérios, especialmente o status materno para HBsAg.
Gabarito: D
A imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) é uma medida de imunoprofilaxia passiva, usada quando o risco de transmissão do HBV é alto e a resposta da vacina sozinha pode não proteger a tempo. Pense nela como um “empurrãozinho” imediato enquanto a vacina faz efeito: ela oferece anticorpos prontos, mas por pouco tempo. O uso clássico e mais cobrado é no recém-nascido de mãe HBsAg positiva. Nessa situação, o bebê deve receber IGHAHB e a primeira dose da vacina ainda nas primeiras 12 horas de vida, porque a transmissão vertical é um dos cenários com maior chance de infecção crônica. É justamente por isso que o gabarito é a alternativa D. Nos acidentes com material biológico, a indicação da IGHAHB depende do estado vacinal e sorológico da vítima e do risco do paciente-fonte. Se a pessoa já tem resposta imunológica adequada à vacina, em geral não precisa de imunoglobulina. Se o paciente-fonte é desconhecido, a conduta costuma ser orientada principalmente pela vacinação, não sendo essa a situação clássica de IGHAHB cobrada aqui. Na prática, a lógica é: risco alto + exposição recente + falta de proteção efetiva = pensar em imunoglobulina. Em gestante/mãe HBsAg positiva e no recém-nascido exposto, essa regra aparece com força total e é exatamente o ponto central cobrado pela banca.