O método mais sensível para a detecção precoce de comprometimento de articulações sacroilíacas em um paciente com espondiloartrite, é a
- A)cintigrafia óssea com tecnécio 99.
Errada: a cintigrafia óssea com tecnécio 99 pode sugerir aumento de atividade óssea, mas não é o método mais sensível para detecção precoce de sacroileíte.
- B)tomografia computadorizada.
Errada: a tomografia computadorizada mostra bem alterações estruturais, porém perde para a ressonância na identificação de inflamação inicial.
- C)ressonância magnética.
Certa: a ressonância magnética é o exame mais sensível para detectar precocemente inflamação sacroilíaca na espondiloartrite.
- D)cintigrafia óssea com gálio.
Errada: a cintigrafia com gálio não é o exame de escolha para essa finalidade e tem baixo valor na avaliação precoce de sacroileíte.
- E)US com Doppler.
Errada: o ultrassom com Doppler é útil em partes moles e algumas entesites, mas não é o melhor método para visualizar articulações sacroilíacas.
Gabarito: C
Na espondiloartrite, o grande desafio é pegar o comprometimento sacroilíaco cedo, antes de a radiografia ficar “bonita demais para ser verdade” e ainda normal. Nessa fase inicial, o exame mais sensível é a ressonância magnética, porque ela detecta inflamação ativa, como edema ósseo e sacroileíte precoce, mesmo quando ainda não há alterações estruturais evidentes. A lógica é simples: se você quer ver inflamação em atividade, a ressonância ganha disparado. A radiografia e a tomografia são melhores para mudanças estruturais, como erosões, esclerose e anquilose, mas costumam chegar tarde. Já a cintilografia óssea e o ultrassom com Doppler têm utilidade bem mais limitada para esse objetivo específico. Por isso, o gabarito é a letra C. Em paciente com suspeita de espondiloartrite e dor lombar inflamatória, a ressonância magnética das articulações sacroilíacas é o exame mais sensível para detecção precoce de comprometimento. É o tipo de questão clássica que cobra a diferença entre inflamação precoce e lesão estrutural tardia.