Com relação às afecções malignas do pescoço, assinale a afirmativa incorreta.
- A)O linfoma de Hodgkin é originado de células B, com quatro subtipos.
Certa: o linfoma de Hodgkin deriva de células B e é dividido em quatro subtipos clássicos.
- B)Os linfomas constituem a neoplasia maligna não epitelial mais frequente.
Certa: os linfomas são as neoplasias malignas não epiteliais mais frequentes.
- C)As neoplasias de cabeça e pescoço são, em mais de 80% dos casos, carcinomas espinocelulares.
Certa: a maioria das neoplasias malignas de cabeça e pescoço é, de fato, carcinoma espinocelular.
- D)Deve ser pesquisada neoplasia maligna em qualquer massa cervical, em pacientes com mais de 45 anos e antecedentes de tabagismo e etilismo.
Certa: em adulto com massa cervical, especialmente acima de 45 anos e com tabagismo/etilismo, deve-se pesquisar malignidade.
- E)Os linfonodos retrofaríngeos de Virchow drenam os dois terços anteriores da língua, assoalho de boca e glândulas submandibulares.
Errada: Virchow é o linfonodo supraclavicular esquerdo, e a drenagem citada no item não corresponde a ele.
Gabarito: E
Nas afecções malignas do pescoço, o raciocínio clínico começa pelo básico: em adulto, sobretudo acima de 45 anos e com história de tabagismo e etilismo, qualquer massa cervical merece investigação oncológica até prova em contrário. Em Otorrino, isso vale ouro, porque tumor de cabeça e pescoço adora se esconder atrás de um linfonodo aumentado. Outro ponto importante é lembrar que a maioria dos tumores malignos de cabeça e pescoço é carcinoma espinocelular, e que os linfomas são as principais neoplasias malignas de origem não epitelial nessa região. O linfoma de Hodgkin, por sua vez, é neoplasia de células B e é classificado em quatro subtipos clássicos, como a banca gosta de cobrar em forma de lista. A alternativa incorreta é a que confunde os linfonodos retrofaríngeos com o linfonodo de Virchow. Virchow não é retrofaríngeo: trata-se do linfonodo supraclavicular esquerdo, clássico sinal de possível doença maligna abdominal ou torácica. Já os retrofaríngeos drenam estruturas da nasofaringe e regiões profundas da faringe, não os dois terços anteriores da língua, assoalho de boca e glândulas submandibulares. Em resumo: a banca mistura anatomia de drenagem linfática com nomes famosos para testar se você está atento. Aqui, o erro está exatamente nessa troca de endereço anatômico.