Em relação à paquimetria e aos valores em mmHg da tonometria de aplanação de Goldmann (TAG), analise as afirmativas a segir. I. Córneas espessas tendem a valores tonométricos mais baixos. II. A paquimetria não interfere nos valores da tonometria de aplanação. III. Córneas mais finas tendem a valores tonométricos mais baixos. Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
Errada, porque córneas espessas tendem a superestimar e não a reduzir a medida da tonometria de aplanação.
- B)II, somente.
Errada, porque a paquimetria interfere na interpretação da TAG e pode alterar a leitura da pressão intraocular.
- C)III, somente.
Certa, porque córneas mais finas costumam levar a valores tonométricos mais baixos do que a pressão real.
- D)I e II, somente.
Errada, porque a afirmativa I está incorreta e a II também está incorreta.
- E)I e III, somente.
Errada, porque apenas a afirmativa III está correta.
Gabarito: C
A paquimetria mede a espessura corneana, e isso importa muito na tonometria de aplanação de Goldmann, porque a espessura da córnea pode alterar a leitura da pressão intraocular. Em termos práticos: córnea mais espessa costuma “empurrar” a medida para cima, e córnea mais fina costuma “puxar” a medida para baixo. É aquela situação clássica em que o número do aparelho não conta a história inteira sozinho. Por isso, a afirmativa I está errada: córneas espessas não tendem a valores tonométricos mais baixos, mas sim mais altos. A afirmativa II também está errada, porque a paquimetria interfere, sim, na interpretação da TAG. Já a afirmativa III está correta, pois córneas mais finas tendem a subestimar a pressão medida. Na prática clínica, a paquimetria ajuda você a interpretar melhor uma pressão aparentemente normal ou alterada, especialmente em suspeita de glaucoma. A banca cobra exatamente essa relação básica entre espessura corneana e leitura da Goldmann.