Na avaliação da Insuficiência Venosa Crônica, a Classificação CEAP é de extrema utilidade para o acompanhamento evolutivo do paciente. Um paciente com úlcera venosa cicatrizada e, outro, com hiperpigmentação de pele (dermatite ocre) deverão ser classificados, respectivamente, como
- A)CEAP 2 e CEAP 5.
Errada, porque úlcera venosa cicatrizada não é C2, e hiperpigmentação cutânea não é C5.
- B)CEAP 5 e CEAP 4.
Certa, porque úlcera venosa cicatrizada corresponde a C5 e hiperpigmentação/dermatite ocre corresponde a C4.
- C)CEAP 4 e CEAP 5.
Errada, porque inverte os estágios: hiperpigmentação é C4, e úlcera cicatrizada é C5.
- D)CEAP 6 e CEAP 4.
Errada, porque úlcera ativa seria C6, mas a questão fala em úlcera cicatrizada; além disso, hiperpigmentação não é C6.
- E)CEAP 1 e CEAP 3.
Errada, porque C1 é telangiectasias/veias reticulares e C3 é edema, não tendo relação com os achados descritos.
Gabarito: B
A classificação CEAP é o jeito padrão de organizar a insuficiência venosa crônica, principalmente na parte clínica (C). Ela vai do C0 ao C6 e ajuda a acompanhar a evolução do paciente sem virar um jogo de adivinhação. O ponto-chave aqui é lembrar que as alterações de pele entram em C4, enquanto a presença de úlcera venosa cicatrizada entra em C5. Úlcera ativa é C6; se já cicatrizou, cai para C5. Simples assim, mas a prova adora trocar os rótulos para ver se voce pisca. Na prática, a dermatite ocre corresponde à hiperpigmentação cutânea por depósito de hemossiderina, típica de C4. Já o paciente com úlcera venosa cicatrizada tem antecedente de lesão ulcerada que fechou, portanto é classificado como C5. É exatamente essa sequência que a alternativa B traz. Então, para memorizar sem sofrimento: C4 é pele mudada, C5 é úlcera que fechou, C6 é úlcera aberta. Se voce guardar essa escadinha, a CEAP para de parecer sigla de laboratório e vira ferramenta útil de ambulatório.