Em 2015, foi publicado uma nova classificação pelo INRG para definição de grupo de risco para Neuroblastoma. Assinale a opção que apresenta as alterações moleculares que são essenciais para a definição de risco para este tumor.
- A)Amplificação do gene MYCN, aberração do 11 q e ploidia.
Correta: reúne amplificação de MYCN, aberração do 11q e ploidia, que são os marcadores essenciais da classificação de risco do INRG.
- B)Amplificação do gene MYCN, deleção do 1p e ploidia.
Incorreta: embora MYCN e deleção de 1p possam ter valor prognóstico, a deleção de 1p não substitui a aberração do 11q na definição essencial do INRG.
- C)Deleção do 11q, amplificação do gene MYCN e mutação do p53.
Incorreta: a deleção de 11q e MYCN são relevantes, mas mutação de p53 não é o marcador molecular essencial dessa classificação.
- D)Ganho do 17q, ganho 6p e ploidia.
Incorreta: ganho de 17q e ganho de 6p podem ser alterações cromossômicas associadas, porém não compõem o conjunto essencial do INRG.
- E)Mutação do p53, ganho do 17q e ganho 6p.
Incorreta: mutação de p53 e ganhos cromossômicos como 17q e 6p não são os critérios moleculares centrais usados para essa estratificação.
Gabarito: A
O neuroblastoma é um daqueles tumores pediátricos em que a biologia do tumor pesa muito na definição do prognóstico. Por isso, a classificação do INRG incorporou marcadores moleculares para separar melhor os pacientes em grupos de risco, além da idade e do estadiamento. Na prática, a ideia é simples: não basta saber onde o tumor está, você precisa saber como ele se comporta biologicamente. Os três marcadores essenciais para essa estratificação são a amplificação do gene MYCN, a aberração do 11q e a ploidia tumoral. A amplificação de MYCN é classicamente associada a doença mais agressiva e pior prognóstico. A alteração do 11q também marca comportamento desfavorável. Já a ploidia ajuda a refinar o risco, especialmente em crianças pequenas, porque tumores hiperdiplóides tendem a ter evolução melhor do que os diploides em determinados contextos. É justamente isso que faz a alternativa A estar correta: ela reúne os três elementos que o INRG usa como base biológica para o risco do neuroblastoma. As outras opções misturam alterações que podem aparecer em tumores sólidos, mas não são o trio essencial dessa classificação. Aqui, a banca quer que você reconheça o padrão clássico do neuroblastoma e não caia em alterações cromossômicas soltas. Em resumo, quando pensar em neuroblastoma e risco, lembre do trio: MYCN, 11q e ploidia. Essa é a espinha dorsal da estratificação molecular do INRG.