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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Em 2015, foi publicado uma nova classificação pelo INRG para definição de grupo de risco para Neuroblastoma. Assinale a opção que apresenta as alterações moleculares que são essenciais para a definição de risco para este tumor.

Gabarito: A

O neuroblastoma é um daqueles tumores pediátricos em que a biologia do tumor pesa muito na definição do prognóstico. Por isso, a classificação do INRG incorporou marcadores moleculares para separar melhor os pacientes em grupos de risco, além da idade e do estadiamento. Na prática, a ideia é simples: não basta saber onde o tumor está, você precisa saber como ele se comporta biologicamente. Os três marcadores essenciais para essa estratificação são a amplificação do gene MYCN, a aberração do 11q e a ploidia tumoral. A amplificação de MYCN é classicamente associada a doença mais agressiva e pior prognóstico. A alteração do 11q também marca comportamento desfavorável. Já a ploidia ajuda a refinar o risco, especialmente em crianças pequenas, porque tumores hiperdiplóides tendem a ter evolução melhor do que os diploides em determinados contextos. É justamente isso que faz a alternativa A estar correta: ela reúne os três elementos que o INRG usa como base biológica para o risco do neuroblastoma. As outras opções misturam alterações que podem aparecer em tumores sólidos, mas não são o trio essencial dessa classificação. Aqui, a banca quer que você reconheça o padrão clássico do neuroblastoma e não caia em alterações cromossômicas soltas. Em resumo, quando pensar em neuroblastoma e risco, lembre do trio: MYCN, 11q e ploidia. Essa é a espinha dorsal da estratificação molecular do INRG.

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