Crianças portadoras de neuropatia crônica apresentam maior risco de litíase renal. Este maior risco não está associado ao(à)
- A)uso de topiramato.
Certa como fator de risco, pois o topiramato pode causar acidose tubular e reduzir citrato urinário, favorecendo litíase.
- B)uso de acetazolamida.
Certa como fator de risco, porque a acetazolamida também alcaliniza a urina e diminui citrato, facilitando cálculos.
- C)imobilização.
Certa como fator de risco, já que a imobilização aumenta a reabsorção óssea e a excreção de cálcio na urina.
- D)uso de hidroclorotiazida.
Errada, porque a hidroclorotiazida costuma reduzir a calciúria e é usada até na prevenção de litíase por cálcio.
- E)baixa ingesta hídrica.
Certa como fator de risco, pois pouca água concentra a urina e aumenta a chance de precipitação de cristais.
Gabarito: D
Crianças com neuropatia crônica podem ter maior risco de litíase renal por somarem fatores como imobilização prolongada, baixa ingestão de líquidos e uso de algumas medicações que alteram o equilíbrio ácido-base e urinário. Na prática, o rim vira aquele colega que não gosta de bagunça: se o volume urinário cai ou o pH muda, o cristal começa a aparecer mais fácil. Entre os medicamentos clássicos associados a cálculo urinário estão o topiramato e a acetazolamida. Ambos podem favorecer urina mais alcalina e reduzir citrato urinário, o que facilita a formação de cálculos, especialmente os de fosfato de cálcio. A imobilização também entra na lista porque aumenta a reabsorção óssea e a calciúria, elevando a chance de litíase. Já a baixa ingesta hídrica reduz o volume urinário, concentrando solutos e abrindo caminho para os cristais se organizarem. Por isso, a alternativa D está correta como exceção: a hidroclorotiazida, em vez de aumentar o risco, costuma diminuir a calciúria e até é usada para prevenir recorrência de alguns cálculos renais. Em outras palavras, ela joga a favor do rim, não contra.