Na prevenção das complicações cardiovasculares em pacientes diabéticos idosos devem ser perseguidas algumas metas terapêuticas. Assinale a alternativa que indica corretamente as metas adequadas para esses pacientes.
- A)Triglicerídeo ≤ 150 mg/dl.
Correta: triglicerídeos ≤ 150 mg/dL é uma meta aceita para reduzir risco cardiovascular e compõe o controle lipídico do diabético.
- B)PA ≤ 130/80 mmHg e quando cursar com nefropatia diabética ou proteinúria PA ≤110/75 mm Hg.
Errada: a meta pressórica está muito rígida e o valor proposto para nefropatia/proteinúria não corresponde ao alvo habitual recomendado.
- C)Hba1c glicada ≤5.8%.
Errada: hemoglobina glicada de 5,8% é excessivamente baixa para a maioria dos idosos diabéticos e aumenta risco de hipoglicemia.
- D)LDL ≤ 110 mg/dl em pacientes de baixo risco e 70 mg/dl nos pacientes previamente infartados.
Errada: os alvos de LDL estão inadequados e simplificam de forma incorreta a estratificação por risco cardiovascular.
- E)HDL ≥ 60 mg/dl para mulheres segundo a Federação Internacional de Diabetes.
Errada: HDL não tem meta terapêutica isolada desse tipo, e o valor citado não é usado como objetivo padrão nas diretrizes.
Gabarito: A
Na prevenção das complicações cardiovasculares do diabetes em idosos, a ideia não é “apertar tudo ao máximo”, porque o excesso de rigor pode aumentar risco de hipoglicemia e outros efeitos ruins. O alvo terapêutico precisa equilibrar benefício cardiovascular com segurança, especialmente em pacientes mais frágeis ou com múltiplas comorbidades. Por isso, as metas de pressão, glicemia e lipídios variam conforme o perfil do paciente e o risco global. Na prática, uma das metas clássicas é manter triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL, valor associado a melhor perfil cardiovascular. Essa é uma recomendação amplamente usada nas diretrizes de dislipidemia e prevenção cardiovascular, inclusive em diabetes, porque hipertrigliceridemia costuma acompanhar resistência insulínica e aumentar o risco aterogênico. Já as metas glicêmicas em idosos costumam ser mais individualizadas, e hemoglobina glicada muito baixa, como 5,8%, não é alvo de rotina. Pressão arterial também não deve ser reduzida de forma exagerada, e valores como 110/75 mmHg em nefropatia não são metas padrão. Do mesmo modo, LDL e HDL têm alvos específicos conforme o risco, mas as alternativas trazem cortes inadequados ou formulados de maneira incorreta. Assim, a alternativa correta é a que traz triglicerídeos ≤ 150 mg/dL. Em prova, pense no tripé clássico do diabético idoso: controle sem radicalismo, metas individualizadas e foco em reduzir risco cardiovascular sem provocar iatrogenia.