A pesquisa de lesão da raiz de C7 relativa à motricidade é feita na avaliação:
- A)dos Flexores do cotovelo.
Errada, porque os flexores do cotovelo se relacionam mais com C5-C6, não sendo o teste clássico de C7.
- B)dos Extensores do punho.
Errada, porque os extensores do punho estão mais ligados a C6 do que a C7.
- C)Flexor profundo do 3 dedo.
Errada, porque o flexor profundo do 3º dedo é mais usado para avaliar C8, não C7.
- D)da extensão do cotovelo.
Certa, porque a extensão do cotovelo testa principalmente o tríceps, musculatura relacionada à raiz C7.
- E)do Músculo Deltoide.
Errada, porque o deltoide é mais associado a C5, especialmente na abdução do ombro.
Gabarito: D
Na avaliação neurológica do membro superior, cada raiz cervical costuma ser lembrada por um movimento-chave. Isso ajuda muito no exame clínico, porque a força muscular isolada dá uma pista rápida de onde a lesão pode estar. No caso de C7, o músculo mais lembrado é o tríceps, responsável pela extensão do cotovelo. Então, quando o enunciado fala em pesquisar lesão da raiz de C7 quanto à motricidade, a manobra clássica é testar a extensão do cotovelo. Se o paciente faz força fraca ao estender o cotovelo, isso sugere comprometimento de C7. É um daqueles mapas mentais que caem bastante: C5 - abdução do ombro, C6 - flexão do cotovelo/extensão do punho, C7 - extensão do cotovelo, C8 - flexão dos dedos, T1 - interósseos. A banca costuma cobrar essa relação raiz muscular de forma direta, sem rodeios. Então aqui não tem mistério: a raiz C7 conversa principalmente com o tríceps braquial, e o movimento que melhor o representa no exame é a extensão do cotovelo. Por isso, o gabarito é a letra D. Se você lembrar da sequência das raízes, fica bem mais fácil não cair nas trocas clássicas entre punho, dedos e cotovelo.