A contratura descrita como Dupuytren é doença da
- A)musculatura da região tênar.
Errada, porque a contratura de Dupuytren não é doença da musculatura tênar, mas sim da fáscia/aponeurose palmar.
- B)musculatura da região hipotênar.
Errada, porque a musculatura hipotênar não é a estrutura acometida na contratura de Dupuytren.
- C)aponeurose da musculatura da região tênar.
Errada, porque o problema não é da musculatura tênar, e sim da aponeurose palmar e suas expansões.
- D)aponeurose da musculatura da região hipotênar.
Errada, porque a região hipotênar muscular não define a doença, que é aponeurótica e palmar.
- E)aponeurose palmar, incluindo a retinácula palmar e digital.
Certa, porque Dupuytren é uma fibrose retrátil da aponeurose palmar, envolvendo a retinácula palmar e as bandas digitais.
Gabarito: E
A contratura de Dupuytren é uma fibroesclerose da fáscia palmar, ou seja, da aponeurose palmar. Com o tempo, essa estrutura vai engrossando e retraindo, formando cordões e puxando os dedos para flexão, principalmente o anelar e o mínimo. Não é um problema da musculatura da mão, e sim do tecido conjuntivo que fica na palma. Quando a banca fala em Dupuytren, pense em uma mão que vai "encurtando a fiação interna". A retinácula palmar e as extensões digitais também fazem parte desse complexo aponeurótico que pode ser acometido, por isso a descrição anatômica mais completa aponta esse conjunto. Em ortopedia, esse é um clássico de prova: a lesão é da aponeurose, não do músculo. O gabarito E está correto porque traduz exatamente a natureza da doença: uma contratura da aponeurose palmar, com participação da retinácula palmar e das bandas digitais. Ou seja, a origem é fascial/aponeurótica, e não tênar ou hipotênar. Essa é a base doutrinária consagrada na ortopedia e na semiologia da mão.