A acalasia do esôfago é a disfunção mais comum do corpo esofágico e do esfíncter esofagiano inferior, com a tríade clássica de sintomas de disfagia, regurgitação e perda de peso. A confirmação diagnóstica e o tratamento cirúrgico atual dessa doença podem ser feitos com:
- A)Manometria esofágica – esofagomiotomia vídeo assistida minimamente invasiva.
Correta: a manometria confirma a acalasia e a esofagomiotomia vídeoassistida é uma opção cirúrgica atual e consagrada.
- B)Endoscopia digestiva alta – dilatação com balão posicionado no esfíncter esofagiano inferior.
Errada: a endoscopia pode ajudar a excluir outras causas e avaliar o esôfago, mas o tratamento descrito não é o cirúrgico atual de escolha da acalasia.
- C)SQUARE Seriografia esôfago gastroduodenal – fundoplicatura gástrica vídeo assistida minimamente invasiva.
Errada: a seriografia pode sugerir o diagnóstico, mas fundoplicatura não trata acalasia e pode até piorar a obstrução funcional.
- D)Ultrassonografia transesofágica – piloroplastia vídeo assistida. minimamente invasiva.
Errada: ultrassonografia transesofágica não é exame de confirmação para acalasia e piloroplastia é procedimento do estômago/píloro, não do esfíncter esofagiano inferior.
- E)Seriografia esôfago gastroduodenal – esofagectomia com substituição gástrica.
Errada: a seriografia pode mostrar o padrão típico, mas esofagectomia é medida extrema, reservada a situações excepcionais, não tratamento habitual.
Gabarito: A
A acalasia é uma doença motora do esôfago: o esfíncter esofagiano inferior não relaxa direito e o corpo esofágico perde a peristalse, o que explica a disfagia progressiva, a regurgitação e a perda de peso. Na prática, quando a história clínica levanta a suspeita, os exames ajudam a fechar o diagnóstico e a planejar o tratamento. O teste mais clássico para confirmar é a manometria esofágica, porque ela mostra a alteração funcional do relaxamento do esfíncter e da motilidade do corpo do esôfago. Depois da confirmação, o tratamento atual pode ser cirúrgico, com esofagomiotomia, hoje muito frequentemente feita por via vídeoassistida e minimamente invasiva. A ideia é simples e elegante: cortar a musculatura do esfíncter para facilitar a passagem do alimento. Em muitos casos, associa-se uma técnica antirrefluxo, porque ao “abrir a porteira”, você também pode facilitar o refluxo. Por isso, a alternativa A está correta: manometria esofágica para confirmar o diagnóstico e esofagomiotomia vídeoassistida minimamente invasiva para o tratamento. As provas gostam desse casamento entre exame funcional e procedimento definitivo. Não é só olhar o esôfago por dentro, é entender que o problema é de motilidade. Como base doutrinária, isso segue a abordagem consagrada em gastroenterologia e cirurgia do aparelho digestivo: acalasia é diagnosticada principalmente por manometria, com apoio de endoscopia e seriografia, e tratada com dilatação pneumática, miotomia cirúrgica ou terapia endoscópica, conforme o caso. Em prova, quando aparecer tríade de disfagia, regurgitação e perda de peso, pense em acalasia antes de sair escolhendo qualquer procedimento com nome bonito.