A incidência e mortalidade do câncer colorretal (CCR) tem diminuído nos últimos anos em decorrência da detecção precoce da doença a partir dos 45 anos, particularmente em pacientes com histórico familiar e a remoção de lesões pré-malignas. Esses procedimentos são realizados por meio do(da):
- A)Retossigmoidoscopia com remoção ou biópsia das lesões e exame anatomopatológico.
Errada, porque a retossigmoidoscopia avalia apenas o reto e o sigmoide, deixando o restante do cólon sem inspeção completa.
- B)Clister opaco com duplo contraste e planejamento cirúrgico.
Errada, porque o clister opaco com duplo contraste é um exame radiológico antigo e não permite remoção de lesões nem biópsia.
- C)Tomografia computadorizada com contraste e planejamento cirúrgico.
Errada, porque a tomografia pode ajudar na avaliação e no estadiamento, mas não é o método de rastreamento com retirada de pólipos e anatomopatológico.
- D)Colonoscopia com remoção ou biópsia das lesões e exame anatomopatológico.
Certa, porque a colonoscopia examina todo o cólon e permite remover ou biopsiar lesões, com envio para exame anatomopatológico.
- E)Ultrassonografia anorretal e planejamento cirúrgico.
Errada, porque a ultrassonografia anorretal tem uso restrito em algumas avaliações locais, mas não é exame de rastreamento do câncer colorretal.
Gabarito: D
O câncer colorretal costuma ser silencioso no começo, e é justamente por isso que o rastreamento muda o jogo. Quando você consegue detectar lesões precursoras, como pólipos adenomatosos, antes de virarem câncer, a chance de reduzir incidência e mortalidade melhora muito. Em pacientes a partir dos 45 anos, especialmente com histórico familiar, a investigação preventiva ganha ainda mais importância. O exame que permite olhar todo o cólon e o reto, identificar lesões suspeitas e já tratar na mesma hora, removendo pólipos ou fazendo biópsia para exame anatomopatológico, é a colonoscopia. Ela não serve só para “ver”, mas também para intervir, o que explica seu papel central na prevenção do câncer colorretal. Por isso, o gabarito é a letra D. A colonoscopia é o método mais completo para rastreamento e diagnóstico, pois examina todo o intestino grosso e possibilita ressecção de lesões pré-malignas. Na prática, é o exame que mais conversa com a ideia de “detectar cedo e tirar antes de virar problema”. As diretrizes de rastreamento, como as do INCA e de sociedades de gastroenterologia/coloproctologia, reforçam esse raciocínio: colonoscopia é o exame de escolha quando há maior risco, sintomas suspeitos ou necessidade de confirmação histológica e remoção de lesões. É o famoso combo de olhar + agir.