Assinale a alternativa correta em relação ao diagnóstico e tratamento do paciente com pé diabético.
- A)Comorbidades cardiocirculatórias e renais não são frequentes em diabéticos de longa duração.
Errada: em diabéticos de longa duração, comorbidades cardiocirculatórias e renais são frequentes e precisam ser pesquisadas.
- B)Os compartimentos plantares são divididos em anterior e posterior.
Errada: a anatomia plantar é classicamente dividida em compartimentos medial, central e lateral, não em anterior e posterior.
- C)As intervenções cirúrgicas adotadas nos pés insensíveis, em caráter profilático, são contraindicadas.
Errada: procedimentos profiláticos podem ser indicados em casos selecionados de deformidade e risco de ulceração, não sendo uma contraindicação absoluta.
- D)A doença arterial obstrutiva periférica raramente está presente nos diabéticos; portanto, exames complementares como ecodoppler não devem ser realizados.
Errada: a doença arterial obstrutiva periférica é comum no diabético, e exames como o ecodoppler são importantes na avaliação vascular.
- E)O objetivo de qualquer procedimento cirúrgico no pé diabético baseia-se na remoção de todo tecido não funcional, necrótico e/ou infectado, preservando, o máximo possível, as estruturas funcionais do pé.
Certa: a cirurgia no pé diabético deve remover tecido necrótico, não funcional e infectado, preservando ao máximo as estruturas viáveis e funcionais do pé.
Gabarito: E
O pé diabético aparece quando neuropatia, má perfusão e, muitas vezes, infecção se juntam e fazem estrago. Por isso, o tratamento não é só “limpar ferida”, mas pensar em um pé que precisa funcionar, cicatrizar e, se possível, ser preservado ao máximo. Em geral, a cirurgia entra para retirar tecido morto, infectado ou sem função, reduzir carga bacteriana e evitar que a lesão avance. A lógica é simples: tirar o que está condenado, poupar o que ainda presta.