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Medicina · FAU · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente de 55 anos, imunocompetente, apresenta queixas de obstrução nasal crônica, dor facial e rinorreia esverdeada unilateral há 6 meses. Ao exame, nota-se secreção espessa e crostas na cavidade nasal direita. A tomografia computadorizada revela opacificação do seio maxilar direito, com presença de densidade sugestiva de material calcificado. Qual o diagnóstico mais provável?

Gabarito: C

A sinusite fúngica em paciente imunocompetente costuma aparecer de forma bem traiçoeira: sintomas crônicos, muitas vezes unilaterais, com obstrução nasal, dor facial e secreção espessa. Quando a tomografia mostra opacificação de seio paranasal associada a focos de alta densidade ou material calcificado, pense em bola fúngica, geralmente por Aspergillus, e não em infecção bacteriana comum. Aqui, o ponto-chave é a combinação de unilateralidade, cronicidade e calcificações no seio maxilar. Isso é muito sugestivo de aspergilose fúngica não invasiva, também chamada de fungus ball. Ela ocorre em pessoas sem imunossupressão e costuma ficar restrita ao seio, sem invadir mucosa, osso ou órbita. Já a rinossinusite fúngica invasiva aguda é outra história: quadro rápido, grave e típico de imunossuprimidos, com risco de necrose e extensão para tecidos vizinhos. A forma alérgica, por sua vez, costuma ocorrer em pacientes atópicos, com pólipos, muco espesso tipo "lama" e achados diferentes na imagem. Por isso, o gabarito C está correto: o caso é clássico de aspergilose fúngica não invasiva, em especial a forma de bola fúngica no seio maxilar. Na prática de prova, sempre que aparecer sinusite unilateral crônica com densidade calcificada na TC, acenda a luz amarela para fungo.

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