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Medicina · COTEC · 2023

Questão comentada de Medicina

Rafael, oito anos, foi mordido na mão esquerda pelo cão do vizinho, o qual afirma que o cão está saudável, com vacinação em dia e sem mudanças comportamentais recentes. Apesar disso, Rafael nunca recebeu profilaxia para raiva. Conforme o protocolo mais recente do Ministério da Saúde (2022), além da lavagem da lesão com água e sabão, a conduta inicial é:

Gabarito: A

Na raiva, o ponto-chave é sempre a avaliação do animal agressor e a lavagem imediata da ferida com água e sabão, porque isso reduz muito o risco. No protocolo do Ministério da Saúde, se o cão é conhecido, está saudável, vacinado e pode ser observado por 10 dias, a conduta para o acidentado é iniciar vacina com esquema reduzido de 2 doses, nos dias 0 e 3, sem soroterapia de rotina. Se o animal permanecer sem sinais de raiva ao final da observação, o caso é encerrado. Isso acontece porque o cão doméstico, quando mantém-se hígido por 10 dias após a mordida, praticamente afasta a possibilidade de eliminação viral naquele momento. A lógica é bem prática: você não espera a doença aparecer em quem foi mordido, mas também não sai usando soro em todo mundo. O soro antirrábico (SAR ou IGHAR) fica reservado para exposições mais graves ou situações de maior risco, especialmente quando o animal é suspeito, não pode ser observado ou há maior gravidade da lesão. Como o enunciado descreve um cão saudável, vacinado e observável, a resposta é a imunização com 2 doses. Esse raciocínio está alinhado com o Protocolo de Profilaxia da Raiva Humana do Ministério da Saúde (2022), que orienta conduta conforme espécie, estado clínico do animal e possibilidade de observação por 10 dias. Em prova, o detalhe mais importante é não confundir “mordida por cão” com “sempre precisa de soro e esquema completo”.

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