A Leucemia Linfocítica Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum em pediatria, representando cerca de 25 a 30% dos cânceres na infância. Essa condição se caracteriza pela proliferação clonal de linfoblastos na medula óssea, com infiltração em outros tecidos. O diagnóstico é baseado em achados clínicos, laboratoriais e morfológicos. Sobre a LLA em crianças, assinale a alternativa correta.
- A)A LLA de linhagem T tem melhor prognóstico quando comparada à LLA de linhagem B em crianças.
Errada: a LLA de linhagem T geralmente tem comportamento mais agressivo e não melhor prognóstico que a linhagem B.
- B)A presença de translocação t(9;22) (BCR-ABL) está associada a um prognóstico favorável em crianças com LLA.
Errada: a translocação t(9;22), com BCR-ABL, está associada a pior prognóstico em crianças com LLA.
- C)A contagem de leucócitos no momento do diagnóstico não influencia a estratificação de risco e o prognóstico.
Errada: a contagem de leucócitos no diagnóstico influencia a estratificação de risco e o prognóstico.
- D)A infiltração do Sistema Nervoso Central (SNC) é rara em crianças e não requer profilaxia durante o tratamento inicial.
Errada: a infiltração do SNC pode ocorrer e exige profilaxia durante o tratamento inicial.
- E)A imunofenotipagem é fundamental para diferenciar LLA de outras neoplasias hematológicas e para determinar o subtipo de linfoblasto.
Certa: a imunofenotipagem diferencia a LLA de outras neoplasias hematológicas e define o subtipo da célula blástica.
Gabarito: E
A LLA na criança costuma ser uma prova de que a hematologia adora esconder a resposta dentro da medula óssea. O problema central é a proliferação clonal de linfoblastos, e isso faz com que o diagnóstico não dependa só de sintomas, mas também de exames laboratoriais e da caracterização das células tumorais. Na prática, a imunofenotipagem é uma etapa-chave porque mostra se a leucemia é de linhagem B ou T e ajuda a diferenciar a LLA de outras neoplasias hematológicas, como a leucemia mieloide aguda. Além disso, esse exame orienta prognóstico e tratamento, então não é um detalhe de laboratório, é peça central do quebra-cabeça. Em pediatria, alguns fatores pesam bastante na estratificação de risco, como idade, contagem leucocitária inicial, imunofenótipo e alterações genéticas. Também é importante lembrar que alterações como t(9;22), presença de doença no SNC e leucocitose costumam piorar o prognóstico, não melhorar. Por isso, a alternativa correta é a que destaca a imunofenotipagem como fundamental para diferenciar a LLA de outras neoplasias e para definir o subtipo do linfoblasto. É exatamente isso que guia a conduta e evita que você caia em respostas bonitas, mas biologicamente tortas.