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Medicina · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente, 52 anos, com histórico de reações transfusionais febris não hemolíticas e diagnóstico oncológico, foi internado para um procedimento cirúrgico de grande porte, com provável necessidade de transfusão de hemácias. Considerando as melhores práticas para minimizar eventos adversos, sobretudo as reações febris não hemolíticas, qual é a conduta mais apropriada para o preparo das unidades de hemocomponentes destinadas a esse paciente?

Gabarito: D

As reações transfusionais febris não hemolíticas costumam estar ligadas, em grande parte, à presença de leucócitos e seus mediadores no hemocomponente. Por isso, quando o paciente tem histórico desse tipo de reação, a medida mais útil é reduzir ao máximo os leucócitos residuais do sangue que será transfundido. A estratégia clássica é a leucorredução por filtração, que pode ser feita antes da transfusão, deixando as unidades com baixa carga leucocitária. Isso ajuda a diminuir febre, calafrios, aloimunização contra antígenos leucocitários e também o risco de transmissão de alguns agentes associados aos leucócitos. No contexto de um paciente oncológico que vai para cirurgia de grande porte, isso faz bastante sentido, porque ele pode precisar de mais de uma transfusão e já tem um histórico de reação febril. Então, preparar o hemocomponente com redução de leucócitos é uma boa prática preventiva, quase o "pente fino" da transfusão. As medidas citadas nas outras alternativas até têm indicações reais em situações específicas, mas não resolvem o problema principal aqui. Irradiação previne DECH-AT, lavagem ajuda mais em reações alérgicas, e compatibilização estendida é para aloimunização eritrocitária. O foco do caso é reação febril não hemolítica, então a leucorredução é o caminho mais adequado.

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