Mulher, 22 anos, é diagnosticada com dengue hemorrágica após resultado positivo da prova do laço. Suas únicas manifestações clínicas são febre, adinamia e mialgia, sendo optado por tratamento ambulatorial com hidratação oral e sintomáticos e orientações sobre possíveis mudanças no curso evolutivo da doença. São sinais de alarme da dengue hemorrágica, EXCETO:
- A)Hipotermia.
Hipotermia pode ser sinal de gravidade e indicar piora hemodinâmica, sendo um sinal de alarme.
- B)Vômitos persistentes.
Vômitos persistentes são sinal de alarme clássico, por sugerirem agravamento e risco de desidratação/extravasamento.
- C)Sonolência e irritabilidade.
Sonolência e irritabilidade indicam comprometimento do estado geral e entram como sinais de alarme.
- D)Hipotensão postural ou lipotímia.
Hipotensão postural ou lipotimia sugerem instabilidade circulatória, portanto são sinais de alarme.
- E)Febre alta persistente (39°C a 40°C).
Febre alta persistente não é sinal de alarme específico da dengue; é achado comum da fase febril inicial.
Gabarito: E
Na dengue, o que muda o jogo não é só a febre em si, mas a presença de sinais de alarme, porque eles podem anteceder a fase de extravasamento plasmático e o choque. Em linguagem de prova: paciente com dengue e piora clínica precisa acender a luz amarela quando surgem vômitos persistentes, sonolência ou irritabilidade, hipotensão postural, lipotimia, hipotermia, sangramentos e dor abdominal intensa, entre outros sinais de gravidade. A lógica é simples: a febre alta faz parte do quadro inicial clássico, mas não é sinal de alarme por si só. Na dengue, a febre costuma durar alguns dias e pode vir alta, especialmente no começo da doença, sem significar necessariamente agravamento. O que preocupa é a mudança do padrão clínico, com sinais de má perfusão, desidratação ou comprometimento sistêmico. Por isso, a alternativa E está correta como exceção: febre alta persistente (39°C a 40°C) não aparece entre os sinais de alarme da dengue hemorrágica. Já os sinais de alarme são descritos em protocolos do Ministério da Saúde e da OMS, que orientam vigilância rigorosa justamente para identificar a transição para formas graves. Em prova, pense assim: febre alta é a “cara” da dengue; sinais de alarme são o “pedido de socorro” do organismo. Se a questão perguntar o que NÃO é alarme, desconfie de algo que é sintoma comum do quadro febril inicial e não marcador de gravidade.