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Medicina · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Medicina

A síndrome nefrótica é uma condição caracterizada pela tríade de proteinúria maciça, hipoalbuminemia e edema, frequentemente acompanhada de hiperlipidemia. Em crianças, a síndrome nefrótica primária, especialmente causada pela doença de lesões mínimas, é a forma mais comum. Essa condição apresenta alterações importantes na barreira de filtração glomerular, resultando na perda urinária de proteínas. A hipoproteinemia desencadeia alterações hemodinâmicas que contribuem para o surgimento do edema. Em relação à fisiopatologia e às características clínicas dessa condição, é correto afirmar que:

Gabarito: B

A síndrome nefrótica em crianças é aquela cena clássica do rim “deixando escapar” proteína demais, principalmente albumina. O resultado é a tríade que cai em prova: proteinúria maciça, hipoalbuminemia e edema, com frequência acompanhada de hiperlipidemia. Na infância, a causa mais comum é a doença de lesões mínimas, que costuma ter bom prognóstico e resposta excelente aos corticoides. O ponto-chave da fisiopatologia é a alteração da barreira de filtração glomerular, especialmente da integridade dos podócitos e das fendas de filtração. Isso faz a proteína passar para a urina. Quando a albumina cai no sangue, a pressão oncótica plasmática diminui, o líquido tende a sair do vaso para o interstício e o edema aparece. Ou seja, o edema vem da queda da pressão oncótica, não do aumento dela. A alternativa B está correta porque, na doença de lesões mínimas, a proteinúria é em geral seletiva, com predomínio de albumina. Esse é um achado clássico da forma mais comum de síndrome nefrótica na criança. Em termos de prova, pense assim: lesão mínima, proteinúria seletiva e resposta a corticoide formam um trio muito cobrado. Vale lembrar que a hiperlipidemia ocorre por aumento da síntese hepática de lipoproteínas e também por redução do catabolismo de lipídios, como tentativa do fígado de compensar a perda proteica. A síndrome nefrótica não exige hematúria como critério diagnóstico, e anticoagulação profilática não é rotina para toda criança, sendo reservada a situações selecionadas de maior risco trombótico.

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