Paciente, 22 anos, vai à consulta com queixa de prurido vaginal e corrimento. Ao exame, apresenta leucorreia abundante, de coloração branco-acinzentada e odor fétido. Foi feito o diagnóstico de vaginose bacteriana. Qual o tratamento de primeira linha recomendado nesse caso?
- A)Metronidazol oral ou gel vaginal.
Correta, pois o metronidazol oral ou em gel vaginal é o tratamento de primeira linha da vaginose bacteriana.
- B)Antibióticos orais como tetraciclina.
Errada, tetraciclina não é esquema de primeira linha para vaginose bacteriana.
- C)Antifúngicos orais, como fluconazol.
Errada, fluconazol é antifúngico e é usado em candidíase, não na vaginose bacteriana.
- D)Antibióticos tópicos, como clotrimazol.
Errada, clotrimazol é antifúngico tópico e também aponta para candidíase, não para vaginose bacteriana.
Gabarito: A
A vaginose bacteriana acontece quando há desequilíbrio da flora vaginal, com redução dos lactobacilos e proliferação de bactérias anaeróbias. O quadro clássico é de corrimento branco-acinzentado, fluido, com odor fétido, muitas vezes mais evidente após relação sexual ou menstruação. Nem sempre há muita inflamação, então o prurido pode ser discreto ou até ausente. No tratamento, a primeira linha é o metronidazol, que pode ser usado por via oral ou em gel vaginal. Ele atua contra os microrganismos anaeróbios envolvidos no processo e costuma resolver bem os sintomas. Em geral, também se orienta evitar álcool durante o uso do metronidazol oral, para não brincar de ruleta com náusea e mal-estar. A lógica aqui é reconhecer o padrão clínico da vaginose bacteriana e lembrar que ela não é candidíase. Candidíase costuma dar corrimento branco, espesso, tipo coalhado, com prurido importante, e o tratamento seria antifúngico. Já a vaginose bacteriana pede antibiótico com cobertura para anaeróbios. Então, se a questão fala em leucorreia branco-acinzentada com odor fétido e diagnóstico de vaginose bacteriana, o tratamento de primeira linha é metronidazol oral ou gel vaginal, exatamente como na alternativa A. Não há fundamento legal aqui, porque é tema clínico; o ponto central é o padrão clássico descrito pelos consensos e diretrizes de ginecologia.