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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

A Sociedade Brasileira de Diabetes endossa o estadiamento proposto pela classificação Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) para a doença renal do diabetes, que combina estágios de perda de função renal baseados na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e na Excreção Urinária de Albumina (EUA), utilizando os dois parâmetros de forma complementar. É classificado como KDIGO G5A3, o doente renal que possui

Gabarito: A

A classificação KDIGO para doença renal do diabetes cruza dois eixos: a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que mostra o quanto o rim ainda filtra, e a Excreção Urinária de Albumina (EUA), que indica o quanto o rim está "vazando" proteína. Assim, quanto menor a TFG e maior a albuminúria, mais avançada é a doença renal. No eixo da TFG, o estágio G5 corresponde a TFG menor que 15 mL/min/1,73 m². Em termos práticos, isso representa falência renal, também chamada de insuficiência renal terminal. Já o sufixo A3 indica albuminúria importante, geralmente acima de 300 mg/g, o que reforça o grau de gravidade. Por isso, um paciente classificado como KDIGO G5A3 tem doença renal muito avançada, com rim em falência funcional. É exatamente essa a ideia cobrada pela questão: identificar que G5 não é apenas "muito diminuída", mas sim o estágio mais grave de perda de função renal. A Sociedade Brasileira de Diabetes adota essa organização da KDIGO porque ela ajuda a estimar risco e prognóstico de forma mais precisa. Resumo de prova: G1 é função normal ou alta, G2 levemente diminuída, G3 moderadamente diminuída, G4 muito diminuída e G5 falência renal. Se você viu G5, pense em fim de linha do filtro renal.

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