Alguns aspectos clínicos e laboratoriais da artrite reumatoide estão relacionados à progressão mais rápida da destruição articular e devem ser identificados desde o momento do diagnóstico. De acordo com as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Artrite Reumatoide do Ministério da Saúde, NÃO é considerado um fator de mau prognóstico:
- A)Tabagismo.
Errada, porque o tabagismo é associado a pior prognóstico e maior gravidade da artrite reumatoide.
- B)Sexo masculino.
Certa, porque sexo masculino não é considerado fator de mau prognóstico no protocolo citado.
- C)Manifestação extra-articular.
Errada, porque manifestações extra-articulares indicam doença mais sistêmica e pior evolução.
- D)Nível elevado de proteína C reativa.
Errada, porque proteína C reativa elevada sugere inflamação mais ativa e maior risco de progressão.
Gabarito: B
Na artrite reumatoide, nem todo fator clínico aponta para pior evolução, mas alguns acendem a luz vermelha logo no diagnóstico. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde considera como sinais de mau prognóstico, entre outros, tabagismo, manifestações extra-articulares e marcadores inflamatórios elevados, como a proteína C reativa. Esses achados costumam andar junto com doença mais agressiva e maior risco de destruição articular precoce. A ideia é simples: quanto mais intensa a inflamação e quanto mais sistêmica a doença, maior a chance de dano articular rápido. Por isso, o médico deve olhar além da dor e do inchaço das articulações e já separar os pacientes com perfil mais grave desde o início. Isso ajuda a definir tratamento mais cedo e com maior intensidade, quando necessário. O item que não entra nessa lista é o sexo masculino. Na artrite reumatoide, o quadro é mais frequente em mulheres, mas ser homem não é um fator clássico de mau prognóstico nos critérios e orientações do protocolo citado. Por isso, a alternativa B é a correta.