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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

As informações a seguir contextualizam a questão. Leia-as atententamente. Os critérios de Tokyo para o diagnóstico e classificação da gravidade da colecistite aguda e da colangite aguda constituem diretrizes produzidas com base no consenso alcançado durante as discussões por especialistas globais na Reunião de Consenso de Tóquio. Sua última revisão foi realizada em 2018. De acordo com as recomendações das Diretrizes de Tokyo, não é considerado um critério diagnóstico para a colecistite aguda:

Gabarito: C

Os critérios de Tokyo para colecistite aguda organizam o raciocínio em três blocos: sinais locais de inflamação, sinais sistêmicos de inflamação e imagem compatível. Na prática, a ideia é simples: a vesícula inflamada costuma dar dor no hipocôndrio direito, defesa local e um quadro inflamatório geral, como febre, leucocitose e PCR elevada. Se a imagem acompanha esse cenário, o diagnóstico fica bem amarrado. Entre os sinais sistêmicos, entram febre, leucocitose e elevação da proteína C reativa. Então, essas alternativas falam a língua da colecistite aguda e não fogem do protocolo de Tokyo 2018. Já a bilirrubina total acima de 2,5 mg/dL não é critério diagnóstico de colecistite aguda. Esse achado faz pensar mais em colestase e obstrução biliar, cenário mais ligado à colangite ou à coledocolitíase do que à inflamação isolada da vesícula. Por isso, a banca acertou ao marcar a letra C como a exceção. Resumo de prova: colecistite aguda gosta de dor localizada + inflamação sistêmica + imagem; bilirrubina alta acende outra luz amarela, mais para via biliar principal do que para vesícula.

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