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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

O trecho a seguir contextualiza a questão. Durante o atendimento de determinado paciente com suspeita de Acidente Vascular Encefálico (AVE), deve-se avaliar o início preciso das manifestações neurológicas e seu curso. O deficit neurológico focal de instalação súbita indica a possibilidade de AVE. Nos pacientes com o diagnóstico de AVE isquêmico e indicação de trombólise, inicialmente, devem ser excluídos aqueles que apresentem alguma contraindicação ao procedimento. De acordo com as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo, do Ministério da Saúde, são consideradas contraindicações à trombólise, EXCETO:

Gabarito: A

Na trombólise do AVC isquêmico, o primeiro passo é pensar em segurança: nem todo paciente com déficit súbito pode receber alteplase. O protocolo do Ministério da Saúde, alinhado às diretrizes usuais de AVC, lista situações que aumentam muito o risco de sangramento e, por isso, exigem exclusão antes do procedimento. Entre as contraindicações clássicas estão hemorragia intracraniana prévia, cirurgia de grande porte recente e sinais de infarto extenso na tomografia, porque isso eleva bastante a chance de transformação hemorrágica. Se a imagem já mostra área hipodensa ampla, especialmente acima de um terço do território da artéria cerebral média, a trombólise tende a ser evitada. Já o uso de antiagregante plaquetário, por si só, não impede a trombólise. Esse é o ponto da questão: muita gente acha que qualquer remédio “afinando o sangue” barra o tratamento, mas não é assim. Antiplaquetário isolado não é contraindicação absoluta no AVC isquêmico agudo. Então, o gabarito A está correto porque apenas o uso prévio de antiagregante não entra na lista de contraindicações ao procedimento. As demais alternativas descrevem situações que realmente exigem cautela ou exclusão da trombólise, conforme o protocolo clínico do SUS.

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