A vacina de herpes-zoster protege o paciente contra essa infecção viral e, principalmente, contra suas complicações, como a neuralgia pós-herpética, que causa uma dor crônica prolongada e de difícil controle. Ela está licenciada para pessoas a partir de 50 anos e é amplamente recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para todas as pessoas maiores de 60 anos. Considerando tal contexto, analise as afirmativas a seguir. I. A vacina inativada é preferível pela maior eficácia e duração da proteção. II. A vacinação está recomendada mesmo para aqueles que já desenvolveram a doença. III. O esquema vacinal completo com a vacina inativada inclui duas doses com intervalo de dois meses entre elas. De acordo com as recomendações da SBIm, está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
A alternativa reúne as três afirmações corretas. A vacina contra herpes-zóster de preferência na prática atual é a recombinante não viva, porque oferece maior eficácia e proteção mais duradoura do que a formulação viva atenuada, e a SBIm recomenda sua utilização mesmo para pessoas que já tiveram a doença. Além disso, o esquema completo é de duas doses, em geral com intervalo de 2 meses entre elas, o que torna a sequência I, II e III compatível com as recomendações.
- B)I e II, apenas.
Esta alternativa afirma que estão corretas apenas as afirmações I e II, isto é, que a vacina preferida é a não viva e que a vacinação é indicada mesmo após episódio prévio de herpes-zóster. O problema é que ela omite a afirmação III, que também está correta, pois o esquema da vacina recombinante é de duas doses com intervalo de 2 meses. Assim, a opção fica incompleta diante do conteúdo efetivamente recomendado pela SBIm.
- C)I e III, apenas.
Aqui se sustenta que apenas I e III seriam verdadeiras, ou seja, que a vacina inativada é a mais vantajosa e que o esquema é de duas doses. O erro está em excluir a afirmação II, porque já ter tido herpes-zóster não elimina a indicação vacinal, desde que o episódio agudo tenha sido resolvido. Como a proteção natural não é duradoura, a recomendação de vacinar também alcança quem já apresentou a doença.
- D)II e III, apenas.
Esta alternativa afirma que estão corretas as afirmações II e III, isto é, que pode haver vacinação após doença prévia e que o esquema é de duas doses. O equívoco está em desconsiderar a afirmação I, porque a vacina não viva é justamente a opção preferida por apresentar maior eficácia e duração da proteção em relação à vacina viva atenuada. Por isso, a proposição completa correta inclui também a primeira assertiva.
Gabarito: A
A vacina contra herpes-zoster é usada para reduzir o risco da doença e, principalmente, para evitar a neuralgia pós-herpética, que é aquela dor chata, persistente e bem difícil de controlar. Hoje, a vacina preferida é a inativada/recombinante, porque tem maior eficácia e proteção mais duradoura do que a antiga vacina de vírus vivo atenuado. Isso é exatamente o que a SBIm destaca nas suas recomendações. Outro ponto importante: mesmo quem já teve herpes-zoster pode e deve ser vacinado, porque a infecção passada não garante proteção definitiva. Em outras palavras, já ter tido a doença não é um passe livre para nunca mais se preocupar com ela. O esquema da vacina inativada é feito com 2 doses, com intervalo de 2 meses entre elas. Essa é uma informação muito cobrada em prova, porque a banca gosta de misturar indicação, esquema e tipo de vacina no mesmo enunciado. Por isso, as três afirmativas estão corretas, e o gabarito é a letra A. A base doutrinária aqui é a recomendação da SBIm sobre imunização de adultos e idosos, que favorece a vacina inativada pela melhor proteção contra herpes-zoster e neuralgia pós-herpética.