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Medicina · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Medicina

Os nódulos tireoidianos constituem a principal manifestação clínica de uma série de doenças da tireoide com uma prevalência de aproximadamente, 10% na população adulta. O maior desafio é excluir o câncer da tireoide, que ocorre em 5 a 10% dos casos. Tendo em vista que os carcinomas diferenciados respondem por 90% dos casos de todas as neoplasias malignas da tireoide, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) O risco de câncer é semelhante em pacientes com nódulos palpáveis ou incidentalmente detectados por métodos diagnósticos por imagem – os chamados incidentalomas. ( ) Se a concentração de TSH estiver subnormal, as concentrações de T4 e T3 livres deverão ser solicitadas para se caracterizar a presença e o grau do hipertireoidismo. ( ) PAAF deve ser realizada em todos os nódulos > 0.5 cm ou com características ultrassonográficas sugestivas de malignidade ou história clínica de risco, exceto quando há suspeita de nódulo hipofuncionante. A sequência está correta em

Gabarito: B

Os nódulos tireoidianos são muito comuns, e o grande ponto da avaliação é descobrir quem tem maior chance de câncer sem sair pedindo exame a torto e a direito. Na prática, a investigação começa com TSH e ultrassonografia, porque isso ajuda a separar nódulos que merecem mais atenção daqueles com baixo risco. Quando o TSH vem baixo, o raciocínio muda: você deve dosar T4 livre e T3 livre para ver se há hipertireoidismo e qual a sua intensidade, inclusive porque nódulo hiperfuncionante costuma ter risco bem menor de malignidade. A primeira afirmativa está correta: nódulos palpáveis e incidentalomas têm risco de câncer semelhante, então o fato de ter sido descoberto “por acaso” não torna o nódulo mais inocente. Esse é um ponto clássico das diretrizes de tireoide, que reforçam que a chance de malignidade depende mais das características clínicas e ultrassonográficas do que da forma como o nódulo foi encontrado. A segunda afirmativa também está correta. Se o TSH estiver subnormal, a orientação é pedir T4 livre e, se necessário, T3 livre, para caracterizar hipertireoidismo e avaliar seu grau. Isso ajuda a identificar, por exemplo, tireotoxicose por nódulo autônomo, situação em que a conduta diagnóstica e a indicação de PAAF podem mudar. A terceira afirmativa é falsa porque a PAAF não é indicada em todos os nódulos maiores que 0,5 cm. Em geral, a decisão depende do padrão ultrassonográfico de risco, do tamanho do nódulo e de fatores clínicos, e nódulos suspeitos com menos de 1 cm só entram em discussão em cenários selecionados. Além disso, se houver suspeita de nódulo hipofuncionante, a avaliação cintilográfica pode ser útil, já que o nódulo “quente” costuma ter menor probabilidade de câncer e nem sempre segue o mesmo fluxo da PAAF.

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